quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

SEPE-RJ DENUNCIA CAOS NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL * Juventude Comunista Revolucionária/JCV

SEPE-RJ DENUNCIA CAOS NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL

A Coluna do Servidor Público do Jornal Extra produziu uma matéria com as denúncias do Sepe sobre a crise gerada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME) por causa dos problemas enfrentados pelos professores convocados para comparecer às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) para conseguir alocação em outras unidades da rede. Os problemas começaram ontem, primeiro dia da convocação dos profissionais para que fossem às Coordenadorias resolver o problema da lotação. Desde ontem, o sindicato vem recebendo reclamações de centenas de profissionais que, depois da aprovação do PLC 186/24, tiveram que ir até as CREs para tentar encontrar solução para seus problemas de lotação. Chegando lá, eles foram obrigados a enfrentar o caos e a desorganização no atendimento oferecido e as imagens de superlotação das coordenadorias foram a tônica, gerando protestos e revolta contra o descaso.

Segundo o Extra, os professores reclamaram da falta de transparência em relação às vagas disponíveis e à lotação de contratados temporários, já que os critérios de antiguidade na origem e o fato de os concursados terem prioridade estão sendo amplamente desrespeitados por direções de escolas municipais. A matéria acrescente que outras queixas dos professores envolvem a divisão da carga horária de um mesmo professor entre diferentes unidades escolares, o que dificulta o planejamento e afeta a qualidade de ensino.

O jornal acrescentou que procurou a SME, que não se manifestou até o momento de publicação da reportagem. O Sepe também já cobrou a Secretaria para que seja encontrada uma solução rápida para o problema que está afetando os professores da rede municipal RJ.

Leia a reportagem completa do jornalista Gustavo Silva, da Coluna do Servidor do Extra:


Leia matérias do Sepe que pautaram a reportagem do Jornal Extra sobre o tema pelos links abaixo:

https://seperj.org.br/sepe-exige-transparencia-e-respeito-a-antiguidade-dos-professores-da-rede-municipal-rj-e-garantia-de-vagas-nas-suas-escolas-de-origem/

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL LUTAM POR SEUS DIREITOS * Sindicato Estadual de Profissionais de Educação/SEPE.RJ

TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL LUTAM POR SEUS DIREITOS
"Ataque aos servidores municipais RJ: PLC 186 foi aprovado em 1ª votação – assembleia nesta quarta (04/12), a partir das 9hs, na São Clemente.

A Câmara de Vereadores acaba de aprovar na noite desta terça-feira (03), em 1ª votação, o Projeto de Lei Complementar nº 186/2024, que ataca direitos dos profissionais, como a hora-aula, Licença Especial, férias etc. O PLC deverá ser votado em 2ª discussão, na quinta-feira (5), quando deverão ser debatidas dezenas de emendas.

Nesta quarta-feira (04/12), às 9h, haverá nova assembleia da rede municipal Rio na quadra da São Clemente (Av. Presidente Vargas 3.102 – Metrô Cidade Nova). Vamos discutir e aprovar a luta contra a aprovação em definitivo do PLC.

O PLC foi aprovado por 31 votos a 15 – veja nas fotos ao lado os votos dos vereadores, quem traiu a educação e os servidores com o voto Sim (verde).

Votação ocorreu em uma Câmara cercada de policiais e guardas civis que reprimiram com bombas de efeito moral, gás de pimenta, tiros de bala de borracha e cassetetes os profissionais das escolas públicas cariocas que protestavam na Cinelândia, causando feridos. A categoria, em greve desde o dia 25/11, quis entrar nas galerias da Câmara e acompanhar a votação do PLC, mas o presidente da casa vetou.

O cerco lembrou o triste dia 1º de outubro de 2013, em que a proposta de plano de carreira do prefeito Paes, na ocasião, em sua segunda gestão, foi aprovada também em meio a uma grande repressão da PM aos profissionais de educação.

É lamentável que haja repressão da PM aos educadores. O Sepe não aceita essa situação, que visa diminuir a pressão sobre os vereadores por parte da educação, de resto, uma ação legítima de quem luta pelos seus direitos.

Em audiência com o presidente da casa, no início da tarde, vereador Carlo Caiado, e diversos vereadores, a direção do sindicato entregou a decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconhecendo a ilegalidade da proposta de minutagem, como consta no PLC 186. O Sepe apontou, também, a necessidade de debates e audiências para discutir com mais profundidade o PLC."

CONFIRA
ANEXOS
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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

A VERDADEIRA CARA DE EDUARDO PAES * ICLNOTÍCIAS

A VERDADEIRA CARA DE EDUARDO PAES
ICLNOTÍCIAS

Profissionais de educação do RJ fazem paralisação e marcam greve a partir de 25/11
Categoria é contrária ao Projeto de Lei Complementar 186/2024, enviado pelo prefeito Eduardo Paes à Câmara

Os profissionais de educação da rede municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro realizam uma paralisação nesta terça-feira (12). Em assembleia na manhã de hoje, os trabalhadores decidiram por uma greve a partir do dia 25 de novembro. A categoria realiza, ainda um ato público na Cinelândia onde fica o Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal.

A categoria é contrária ao Projeto de Lei Complementar 186/2024, enviado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) à Câmara de Vereadores do Rio. A classe afirma que o projeto faz parte de um “pacote de maldades”, que tem medidas como o fim da licença especial de servidores e mudança na contagem da carga horária de professores.
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sábado, 9 de novembro de 2024

ALGUNS NÚMEROS E FATOS SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO * Alexandre Linares/SINDSEP

ALGUNS NÚMEROS E FATOS SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

O leilão de privatização da construção e manutenção de escolas públicas estaduais em São Paulo vai custar caro ao povo paulista. É necessário organizar as forças para derrotar esse projeto privatista!

Na segunda-feira, dia 4 de novembro, o governador bolsonarista de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avançou na privatização da construção e manutenção de escolas públicas estaduais, realizando o segundo leilão de um lote de 16 escolas.
O segundo leilão foi realizado ao som de bombas de gás e violência por parte da Polícia Militar na frente da Bolsa de Valores de São Paulo, no centro histórico. O leilão é diretamente inspirado no projeto de Parcerias Público-Privadas da Prefeitura de Belo Horizonte, implantado na gestão do prefeito Márcio Lacerda (1).

16 ESCOLAS ESTADUAIS

Foram entregues neste segundo lote. Com as 17 escolas do primeiro lote, a prefeitura totalizou a concessão para a construção de 33 escolas estaduais no interior e na região metropolitana de São Paulo.

O grupo econômico que arrematou o segundo lote é o Consórcio SP + Escolas, liderado pela Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda., uma empreiteira com sede em Cuiabá, no Mato Grosso. A Agrimat Engenharia foi obrigada a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho em 2013, em obras ligadas a Copa do Mundo no Brasil. Segundo o MPT a empresa foi "investigada por manter alojamentos e banheiros em total desacordo com as normas trabalhistas, por não disponibilizar lavanderia, material de primeiros socorros e roupas de cama em condições adequadas e higiênicas; por permitir a operação de máquina por trabalhador não qualificado e sem capacitação, entre outras infrações" (2).
O primeiro leilão, realizado em 29 de outubro, foi vencido pelo Consórcio Novas Escolas Oeste SP, que tem como empresa líder a Engeform Engenharia Ltda. e como principal investidor o fundo de investimentos Nivea, ligado ao banco Itaú. A Engeform é uma das sócias do consórcio Consolare, parte do esquema de privatização dos Cemitérios Municipais de São Paulo promovido pelo prefeito Ricardo Nunes.

Esse grupo receberá do governo estadual um valor mensal de R$11.546.994,12 (onze milhões, quinhentos e quarenta e seis mil, novecentos e noventa e quatro reais e doze centavos).

25 ANOS DE CONCESSÃO

O Consórcio SP + Escolas receberá, ao longo de 25 anos (300 parcelas), o valor de R$3.464.098.236,00 (três bilhões, quatrocentos e sessenta e quatro milhões, noventa e oito mil e duzentos e trinta e seis reais).
Cada escola estadual cuja construção, gestão e manutenção foram entregues para administração privatizada custará aos cofres públicos o valor de R$721.687,13 (setecentos e vinte e um mil, seiscentos e oitenta e sete reais e treze centavos) por mês.

CUSTO-ALUNO

No contrato deste segundo leilão, está prevista a construção de um total de 476 salas de aula nas 16 escolas.
O objetivo estabelecido é atender a 17.680 vagas (matrículas), algo próximo de 1.100 estudantes por escola.
Isso significa que, apenas para a construção, gestão estrutural e manutenção das escolas, cada aluno custará por mês o valor de R$692,26 (seiscentos e noventa e dois reais e vinte e seis centavos), resultando em um custo anual por aluno de R$8.307,12 (oito mil, trezentos e sete reais e doze centavos).

QUANTO O ESTADO PAGA PARA MANUTENÇÃO DE UMA ESCOLA?

No estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, em 2005, que trata dos custos das escolas públicas, destaca-se o texto “Levantamento do custo-aluno-ano em escolas da Educação Básica que oferecem condições para a oferta de um ensino de qualidade em São Paulo” (3), de Rubens Barbosa de Camargo e Ana Paula Santiago do Nascimento.

Os autores comparam diversas escolas de algumas redes municipais, da rede estadual e uma escola de aplicação da USP.
Para efeito de comparação com o tema da privatização, usarei os valores relativos à Escola Técnica Estadual - ETEC Cônego José Bento, situada na cidade de Jacareí, no Vale do Paraíba paulista, que hoje atende cerca de 450 estudantes. Essa escola, em 2004, recebeu no ano R$175.664,46.

Em valores corrigidos pela calculadora do Banco Central, o valor atual seria algo em torno de R$616.000,00 (seiscentos e dezesseis mil reais) por ano, ou cerca de R$51.300,00 (cinquenta e um mil e trezentos reais) por mês.

PRIVATIZA QUE PIORA

Esses números são preliminares. É necessário estudar mais e comparar com os gastos atuais das escolas cuja manutenção é de responsabilidade da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (www.fde.sp.gov.br), fundação vinculada à Secretaria de Educação de São Paulo, que faz os projetos e a manutenção das escolas estaduais.

Mas salta aos olhos as diferenças de valores. A privatização fará a população pagar mais caro pela construção e manutenção das escolas no modelo de Parcerias Público-Privadas - PPP.

Por anos, desde a gestão do governador Mário Covas, sucessivos governadores fecharam salas de aula. Em 2015, a ocupação de centenas de escolas em São Paulo foi fruto da resistência dos estudantes contra o fechamento de salas e escolas.

Agora, nas vésperas da próxima eleição para governador, novas escolas e salas de aula serão abertas, com gastos superiores ao que nenhuma das atuais escolas estaduais de São Paulo recebem para sua manutenção.

PRIVATIZAR O QUE NEM EXISTE

A privatização da construção de escolas possui como principal problema a ausência de uma comunidade escolar que possa se defender contra esse projeto de drenagem de recursos públicos para empreiteiras e fundos de investimento.

Precisaremos lutar pela defesa da Educação Pública, inclusive exigindo a anulação desses contratos de privatização que visam a apropriação de dinheiro da educação pública em esquemas que, sabidamente, envolvem apoios em campanhas eleitorais.

PERIGO NA CIDADE DE SÃO PAULO

A vereadora Cris Monteiro, do partido Novo e autora do PL 573/2021, que propõe a privatização da gestão escolar municipal em São Paulo, reapareceu no dia do leilão das escolas estaduais. Em declarações hipócritas nas suas redes sociais, a vereadora afirma: “Chega de professor limpando calha ou desentupindo privada. Com a privatização, o professor vai focar no que tem que ser feito: ensinar”, promovendo seu projeto de lei. Uma distorção. As escolas sofrem com a falta de recursos e de manutenção que a prefeitura poderia oferecer com facilidade. Para baratear ainda mais, poderia haver uma empreiteira pública para realizar diretamente a manutenção das escolas.

Em outra postagem, ela busca usar o mesmo argumento empregado para justificar a entrega de bilhões de reais do orçamento da saúde para as Organizações Sociais: “Imagine as escolas públicas do seu bairro sendo administradas pelos melhores colégios de São Paulo?” e declara que “Só os sindicalistas são contra”. Seu objetivo é claro: destinar o orçamento público para gestores privados lucrarem, ao invés de investir na educação. O PL voltou a tramitar na Câmara Municipal de São Paulo e poderá ser votado ainda este ano.

A máfia das creches terceirizadas da atual prefeitura é um exemplo disso. Em levantamento realizado pelo portal Metrópoles (4): “Organizações não governamentais (ONGs) suspeitas de desvios na investigação da máfia das creches pela Polícia Federal (PF) administram unidades de ensino que atendem quase 20 mil alunos e recebem cerca de R$ 300 milhões ao ano da Prefeitura de São Paulo”. Segundo o portal, “Levantamento feito mapeou 34 entidades administradoras de creches conveniadas do município que são ligadas a pessoas indiciadas pela PF por supostamente integrarem o esquema — elas controlam 131 unidades”.

O objetivo é claro: retirar recursos da educação pública e transferi-los para esquemas sem transparência e sem controle público para obtenção de lucros.

NUNES QUER FAZER O MESMO QUE TARCÍSIO

Em reportagem publicada no jornal O Globo no dia de ontem (06/11/24), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que pretende ampliar as parcerias com a iniciativa privada na educação. A ideia é adotar um modelo de convênios com entidades e escolas particulares para o ensino fundamental, semelhante à parceria com o Liceu Coração de Jesus, iniciada em 2023, que atende 500 alunos da rede pública, custeados pela prefeitura.

João Gabriel Buonavita, presidente do Sindsep, que esteve na primeira manifestação contra a privatização das escolas, declarou: “A privatização da construção e manutenção de 33 novas escolas estaduais é um modelo de concessão inédito no estado, que entregará para a iniciativa privada a exploração de recursos que deveriam ser investidos nas escolas públicas. É necessário alertar todos os trabalhadores do serviço público e a sociedade para nos prepararmos e nos organizarmos contra o projeto de Tarcísio e Ricardo Nunes, que visa a privatização, financeirização e entrega dos serviços públicos ao capital privado. A privatização já se mostra trágica, como vimos no apagão com a ENEL e na Sabesp em São Paulo, ou no terrível caso da privatização de laboratório de exames clínicos no Rio de Janeiro, onde diversos pacientes do Sistema Único de Saúde foram contaminados com HIV. É inexplicável que o BNDES, comandado pelo governo federal, esteja envolvido na elaboração desse projeto de Parceria Público-Privada/Privatização da educação. O movimento sindical do setor público precisa questionar o BNDES sobre esse absurdo apoio à privatização da educação”.

O presidente do Sindsep faz referência ao fato de que segundo reportagem da CNN (5) sobre os planos de privatização do governador Tarcísio em São Paulo: “O projeto, estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contempla a construção de 33 colégios, com metade das unidades sendo construídas até o segundo ano e as demais até o terceiro ano de contrato”. A reportagem afirma que este não é o único projeto: “O BNDES conta atualmente com cinco projetos voltados para estruturação do setor da Educação no Brasil. Há parcerias fechadas com os municípios de Recife (PE), Caxias do Sul (RS) e Rio de Janeiro (RJ), além dos estados de São Paulo e Minas Gerais”.

Para o professor Maciel Nascimento, secretário de trabalhadores da educação do Sindsep e integrante do Fórum Estadual de Educação: “Estamos diante de um processo acelerado de mercantilização da educação pública. A proposta pedagógica, que antes era construída com a participação de profissionais, cuidadores(as), alunos(as) e a comunidade do entorno, agora será regida por empresas que visam ao lucro nessas pseudo ‘parcerias’ com os governos municipais e estaduais. Esse modelo pode abrir caminho para o desmonte da gestão democrática e de todas as conquistas da luta dos educadores e estudantes. O lucro busca economizar em áreas essenciais, como material pedagógico, segurança alimentar e equipamentos estruturais para o exercício pedagógico. Transferir para empresas responsabilidades que são do Poder Público cria uma série de favorecimentos. E o que é pior: o trabalhador terceirizado não tem a mesma estabilidade que o servidor público para denunciar desvios de verba sem sofrer represálias, abrindo espaço para a corrupção na educação”.

A dirigente executiva da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo e diretora do Sindsep, Luana Bife, expressou a posição da CUT: “Somos contra a privatização das escolas realizada pelo governador do Estado de São Paulo. No dia seguinte ao Dia do Servidor Público, o governador ataca a educação pública. Tarcísio Freitas fez dois leilões para a construção e manutenção das escolas. Não basta a privatização da Sabesp, agora ele avança sobre as escolas de São Paulo. Na cidade de São Paulo, já conhecemos essa história, com parte da educação infantil e dos CEUs entregues à gestão privada, que já está no noticiário policial por escândalos de altos custos, ineficiência e desvios. Estamos juntos com a Apeoesp e com os estudantes na defesa da educação pública, contra essa privatização”.

Não há dúvida de que os ataques à educação pública vão se intensificar na cidade e no estado de São Paulo. A parceria entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) visa à destruição da escola pública no estado e no município.

Diante dos desafios que enfrentaremos, o Sindsep manifesta sua solidariedade aos sindicatos da educação estadual e aos estudantes contra a violência policial em frente à Bolsa de Valores, que visava impedir a livre manifestação de todos que defendem a educação pública.

NOTAS:
(1) “Um coração apertado A primeira proposta de parceria público-privada em educação no Brasil” de Demétrio Weber Rosa sobre a implantação das PPP em Belo Horizonte disponível em: https://repositorio.enap.gov.br/.../Um%20cora%C3%A7%C3....
(2) "Construtora que executa obras para Copa do Mundo pagará indenização por descumprir legislação trabalhista" disponível em: https://www.prt23.mpt.mp.br/228-construtora-que-executa...,
(3) “Custos e condições de qualidade da educação em escolas públicas: aportes de estudos regionais”, pág. 184, do estudo organizado por Nalú Farenzena disponível em: https://download.inep.gov.br/.../custos_e_condicoes_de....
(4) “ONGs da máfia das creches ganham R$ 300 mi por ano da Prefeitura de SP”, artigo de Arthur Rodrigues: https://www.metropoles.com/.../ongs-da-mafia-das-creches...
(5) “Em parceria com BNDES, leilão para construir escolas em SP por meio de PPP deve ocorrer em novembro” de Bruno Laforé de 11 de abril de 2024 disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/.../em-parceria-com-o-bndes.../
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sexta-feira, 12 de julho de 2024

DEFESA DO PASSE LIVRE * Movimento Pautas Populares/RJ

DEFESA DO PASSE LIVRE


 Como quase todos sabemos, o PASSE LIVRE é uma conquista da juventude em geral mas especialmente da juventude trabalhadora e filha da classe trabalhadora. 

É um bandeira nascida da consciência de classe, que percebeu a necessidade de resgatar um pouco do lucro usurpado pelos patrões através dos baixos salários, os quais mal dão pra comer, e, que dirá pagar o transporte de seus filhos no ir e vir da escola. 

No entanto, essa consciência se ampliou e hoje mobiliza milhões de idosos, deficientes, gestantes e pessoas com necessidades especiais. 

Muitos usuários nem percebem que essa é uma conquista histórica do movimento estudantil, operário e popular, que arrastou multidões nas últimas décadas no Brasil.

Mas, por incrível que pareça, ela se encontra ameaçada. O empresariado do transporte de passageiros vem fazendo lobby sobre prefeitos e governadores há muito tempo pra derrubar essa conquista.

Há lugares no Brasil nos quais ninguém pode usar esse direito, muitos nem sabem que têm esse direito e todos vivem sendo sugados pelos vampiros das linhas de ônibus, a maioria caindo aos pedaços, pois o Poder Público faz vista-grossa em quase todo o Brasil, sem fiscalizar nada.

Nas capitais  a pressão pelo fim do PASSE LIVRE é maior ainda e há casos em que ele funciona apenas nas regiões metropolitanas, ou seja, em torno das capitais. 

Nesse lamaçal todo, o RIO DE JANEIRO se destaca. Há cidades onde não existe o PASSE LIVRE, como o chamado interior fluminense. Há outras em que o usuário só pode viajar se tiver aquele ônibus de duas portas - uma pra entrar e outra pra saltar. 

E o mais ridículo, o usuário do PASSE LIVRE não pode usar o frescão. Em dias de feriado e fins de semana, como no município de São Gonçalo, as empresas não põem os ônibus de duas portas em circulação, ou seja, o usuário de PASSE LIVRE fica proibido de se deslocar, seja para compras ou compromissos sociais. 

Se não fosse por si só um fato ridículo e prova inconteste da pressão sobre os políticos de plantão, fica parecendo que o PASSE LIVRE É DE GRAÇA, coisa que não é. É preciso que todos saibam que as empresas abatem no ISS - Imposto Sobre Serviços - a quantia arrecadada (70% do valor da tarifa) com o PASSE LIVRE. 

Por outro lado, é preciso que o Ministério Público nos ajude e fiscalize o cumprimento da LEI DO PASSE LIVRE, pois prefeitos e governador/es estão incorrendo em crime de lesa patrimônio publico, pois ao não fiscalizarem, estão deixando de arrecadar o que poderíamos contribuir com o uso do sistema de transporte.

Por fim, é bom lembrarmos que a responsabilidade pelo transpor de passageiros no Brasil é do Poder Público, ou seja, o ESTADO. É preciso que todos se toquem que a linha de ônibus é uma concessão, portanto, pertence ao Poder Público - municipal e estadual - que pode ser cassada a qualquer momento. 

Portanto, TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO DE QUALIDADE DIREITO DE TODOS DEVER DO ESTADO. Está na CONSTITUIÇÃO FEDERAL, nas constituições estaduais e municipais. Cabe fiscalizarmos. 

BÓRA LÁ!!

segunda-feira, 8 de julho de 2024

CAMPANHA NACIONAL CONTRA A MILITARIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

CAMPANHA NACIONAL CONTRA A
MILITARIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

Prezado(a) LEONARDO CARVALHO BASTOS,
Sua manifestação foi cadastrada com sucesso!.

Para acompanhamento automático dos andamentos e/ou fases das manifestações faça seu cadastro no Portal do Cidadão e utilize o Sistema Push para adicionar expedientes do seu interesse no endereço https://www.mpf.mp.br/servicos/sac/cadastro.

O cadastro não é obrigatório para registrar a manifestação, mas ao fazê-lo você terá os seguintes benefícios:

- Maior agilidade no cadastro de manifestações, pois não será necessário preencher os dados pessoais do manifestante, uma vez que estes serão recuperados do seu cadastro; - Fácil visualização do histórico e do andamento de todas as manifestações já cadastradas; - Receber por e-mail as novas movimentações dos documentos, processos e procedimentos, em trâmite no MPF, que sejam do seu interesse (Sistema Push).

Em breve, enviaremos novas informações para acompanhamento de sua solicitação.

Número da manifestação: 20240038098

Chave de Consulta: a88032463e251eeb2024c1d2906bb264

Data da manifestação: 21/06/2024

Descrição:

Excelentíssimos Doutos Procuradores do Egrégio Ministério Público Federal, eu, Leonardo Carvalho Bastos, jus postulandis, cidadão brasileiro nato, eleitor, título eleitoral: 063887760329, na condição atual como Membro Efetivo Titular do Conselho de Ética do Partido dos Trabalhadores de Sapucaia do Sul/RS, registro no PT: 1595883/2003, vimos através desse importante expediente para informações e/ou denúncias do MPF, à luz da verdade e na defesa do nosso Estado Democrático de Direito e da nossa Democracia, estender a todo o país, o entendimento da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do Ministério Público Federal (MPF), que concluiu que a criação do modelo de escolas cívico-militares do estado de São Paulo é inconstitucional. Assim como a AGU, que já se pronunciou contrária, quanto ao projeto das escolas cívicos-militares no estado do Paraná, junto ao STF, respondendo a uma intimação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sobre a ADI 6791, do Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) contra o projeto gestado no governo bolsonarista de Ratinho Jr. (PSD). Ver matérias diversas nas mídias convencionais e alternativas abaixo.







Em representação enviada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, no dia 06/06/2023, o subprocurador Nicolau Dino afirma que a lei complementar paulista

1.398 de 2024, que criou o modelo, fere os parâmetros da educação nacional previsto na Constituição, cria atribuições para a força militar estadual não previstas nas normas constitucionais e afronta princípios constitucionais da liberdade de pensamento, além de não permitir a gestão democrática das escolas. "Verifica-se que houve a instituição, pelo ente federativo, de um novel modelo de escola pública para crianças e adolescentes no estado de São Paulo, denominado cívico-militar, com o indevido estabelecimento de novas diretrizes e bases para a rede de educação básica", argumentou Dino.

O subprocurador ainda ressalta que a Constituição não permite aos estados estabelecerem modelos de educação diferentes dos previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O subprocurador também acrescentou que não há comprovação de melhoria na qualidade do ensino nas escolas cívico-militares. "Deve- se assinalar a inexistência de quaisquer evidências científicas ou estudos conclusivos que atestem a melhora no comportamento dos alunos e a qualidade do ensino", completou.

Ainda de acordo com o texto do MPF, ao prever a seleção de militares da reserva para o exercício de atividades pedagógicas, a lei afronta o princípio de valorização dos profissionais de educação.


Ação no STF na semana passada, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 10 dias para o governo de São Paulo se manifestar sobre a criação do modelo de escolas cívico-militares no estado. A decisão do ministro foi tomada na ação na qual a bancada de oposição ao governador Tarcísio de Freitas questiona a constitucionalidade do novo modelo de escolas. Na ação, o PSOL

argumenta que a intenção do projeto é substituir o sistema público de educação, e não a coexistência dos dois modelos, como afirma o governo paulista. "Objetiva-se a gradual substituição de profissionais da educação, os quais devem prestar concurso público e passar pela análise de seus títulos acadêmicos para estarem aptos a ocupar tais cargos, por militares, a serem escolhidos de forma discricionária, em última instância, por ato da Secretaria da Segurança Pública", diz o partido na ação. Governo paulista.

Em nota, a Secretaria da Educação do estado de São Paulo disse que o programa Escola Cívico-Militar foi elaborado a partir de proposições de grupos de trabalho e estudos técnicos conjuntos das Secretarias de Estado da Educação e da Segurança Pública. "Para a elaboração do modelo foram seguidos os princípios da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e dos Planos Nacional e Estadual de Educação.

A Secretaria da Educação reforça que o modelo não será imposto e uma consulta pública definirá a implantação de toda escola Cívico-Militar a ser estabelecida no estado de São Paulo", diz o texto da nota. Segundo o governo paulista, a expectativa é que de 50 a 100 escolas cívico-militares estejam em funcionamento no início de 2025 no estado. De acordo com o Palácio dos Bandeirantes, serão reservados para o pagamento dos monitores militares R$ 7,2 milhões do orçamento anual da educação no estado. São previstos rendimentos de mais de R$ 6 mil para jornadas de 40 horas semanais aos militares.

Os pagamentos aumentam em 50%, podendo chegar a mais de R$ 9 mil, para coordenadores ou oficiais. Os valores são maiores do que os salários recebidos por parte dos professores da rede pública estadual. Na última seleção de professores temporários, foram anunciados salários de R$ 5,3 mil para jornadas de 40 horas semanais.

O mesmo entendimento de inconstitucionalidade sobre a aprovação do Projeto de Lei 344/2023 pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no dia 09/04/2024, por 30 votos a favor e 14 contrários, que autoriza o governo do estado a instituir o Programa de Escolas Cívico-Militares no território gaúcho, que deve ser alvo de ações na esfera jurídica ao longo das próximas semanas. O projeto assinado pelo deputado Delegado Zucco (Republicanos) e outros quatro parlamentares é considerado inconstitucional por contrariar o modelo de educação estabelecido pela União e por gerar mais custos aos cofres estaduais.


País gastou quase R$ 100 milhões em escolas cívico-militares; programa teve uma das 15 maiores verbas da educação básica. O governo Bolsonaro gastou, entre 2020 e 2022, quase R$ 100 milhões em escolas cívico-militares.

Já em 2023, a administração do presidente Lula não empenhou mais nenhum recurso e, no dia 10/07/2023, determinou o fim do programa, pelo Ministério da Educação. Criado em 2019, o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim) começou a ser implementado em 2020 em 51 escolas, mas em 2021 e 2022 teve sua expansão para 216 unidades, aumentando exponencialmente os valores empenhados.

No seu auge, o programa atendia apenas 0,01% das escolas públicas brasileiras. Mesmo assim, nesses dois anos, o programa ficou entre as 15 maiores verbas discricionárias (aquelas nas quais o ministro tem poder de decisão de onde gastar) da educação básica. Em 2021, por exemplo, o gasto empenhado com o programa foi maior do que o de obras e ficou perto ao que foi gasto na rubrica "Coronavírus (Covid- 19)", de acordo com o Plano Orçamentário do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). Os R$ 94 milhões empenhados nesses três anos, em valores atualizados pelo IPCA, estão distribuídos da seguinte forma:

• 2020: R$ 792 mil

• 2021: R$ 54,3 milhões

• 2022: R$ 39,3 milhões Fim do programa

A decisão do encerramento do programa foi informada através de um ofício enviado a secretários estaduais de todo o país esta semana, datado do dia 10/07/2023. O documento, endereçado aos secretários estaduais, informa que foi "deliberado o progressivo encerramento" do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares após a realização de processo de avaliação liderado pela equipe da Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Defesa e do próprio MEC. O ofício acrescenta que "partir desta definição, iniciar-se-á um processo de desmobilização do pessoal das Forças Armadas envolvidos em sua implementação e lotado nas unidades educacionais vinculadas ao Programa, bem como a adoção gradual de medidas que possibilitem o encerramento do ano letivo dentro da normalidade necessária aos trabalhos e atividades educativas".

Civis e militares

O formato do programa determinava que educadores civis ficassem responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão administrativa passava para os militares. A União não constrói escolas novas, mas implementa, nos colégios escolhidos pelos entes federativos, o modelo cívico-militar. Nesse caso, o orçamento do MEC serve para pagar militares da reserva que atuam na escola ou investir na própria unidade: em laboratórios, na compra de equipamentos, no apoio a projetos, na manutenção, na infraestrutura escolar, na capacitação dos profissionais e na aquisição de uniformes e de material de consumo.

Nunca é demais lembrar, que o Ministério Público atuará na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses e direitos sociais e individuais indisponíveis

(art. 176 do CPC 2015). Ademais, o Ministério Público exercerá o direito de ação em conformidade com suas atribuições constitucionais (art. 177 do CPC 2015), corroborado pelo art. 27 do Código Penal (DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941): "Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público, nos casos em que caiba a ação pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção".

Nesse sentido, peço deferimento a essa importante e necessária manifestação, pelo bem da nossa educação pública, gratuita, ampla e servindo a todos igualmente, com as homenagens de praxe ao Egrégios MPF e PGR, respeitosamente

Leonardo Carvalho Bastos
Conselho de Ética do Partido dos Trabalhadores de Sapucaia do Sul Registro no PT: 1595883/2003

Solicitação:

PELO FIM DE TODAS AS ESCOLAS CÍVICO-MILITARES DO PAÍS, SEGUINDO ENTENDIMENTO DA PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO DO MPF EM SÃO PAULO, REVOGAR TODOS OS PROJETOS APROVADOS NAS ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS DOS ESTADOS PARA CRIAÇÃO DESSAS ESCOLAS, OFICIAR AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TAL MEDIDA, ENCAMINHAR PARA TCU E CGU, PARA AVALIAÇÃO DOS DEVIDOS GASTOS EFETIVADOS ATÉ O ´PRESENTE MOMENTO.

Para consultar o andamento da manifestação, favor acessar a página eletrônica do MPF, MPFServiços opção consultar andamento de manifestações, no link: MPFServiços inserir o número da manifestação e a chave de consulta fornecida acima.

Atenciosamente,

Sala de Atendimento ao Cidadão - MPF - Sistema Cidadão Ministério Público Federal.

PROBLEMAS ESCOLARES * COMUNIDADE ESCOLAR UNIDA/RJ

PROBLEMAS ESCOLARES

A ESCOLA PÚBLICA é um patrimônio  de todos, sobretudo, da maioria - os trabalhadores. Por isso mesmo ela sempre foi empurrada para o lixo da qualidade para que a ESCOLA PRIVADA ocupe o seu lugar. Mas se não protegermos o que é nosso, vamos pagar duas vezes pelo mesmo serviço: EDUCAÇÃO. Portanto, cabe a nós - TRABALHADORES - cuidar da ESCOLA PÚBLICA. Não precisamos azucrinar o juízo da direção da escola. Basta que nos unamos e dialoguemos com ela, com o vereador da região e, se necessário, façamos visitas à SECRETARIA DE EDUCAÇÃO. QUE TAL COMEÇAR AGORA? 

A maioria das escolas de nossas comunidades sofrem com problemas comuns, tais como segurança, violência entre os estudantes, às vezes violência de parte da EQUIPE EDUCACIONAL, tráfico de drogas; ou problemas como deterioração da estrutura do imóvel, banheiros abandonados, cozinha mal equipada, iluminação precária, refrigeração deficiente e falta de equipamentos em geral, como atualmente a ausência de internet e computadores. Além disso, sofremos também com a insuficiência de pessoal; falta de professores, diretores encabrestados pelo poder político, abastecimento de merenda, material de manutenção e limpeza feito por prestadores de serviço dos CABOS ELEITORAIS ETC.

Paralelo a isso tudo, sofremos ainda com a influência de militarização e religiosidade no espaço escolar, geralmente praticado por grupos políticos interessados na fascistização da sociedade, como observado no ambiente controlado pelo bolsonarismo. É fácil combater isso TUDO? Claro que não. Para conseguir isso, precisamos de muita organização. E precisamos começar por entender que não vamos assegurar os nossos direitos sem nos unirmos. Não adianta conversa particular com caciques políticos, sejam eles "esquerda ou direita". Isso não resolve. O melhor caminho sempre foi a coletividade.

Provamos isso na CAMPANHA DAS DIRETAS JÁ, NA CONSTITUINTE E NO FORA COLLOR. As transformações mais recentes ocorridas no Brasil tiveram outras dinâmicas, mas não foram muito diferentes. Por isso, propomos assim, nos unirmos em torno de nossas escolas, criando grupos, como o COMUNIDADE ESCOLAR UNIDA, para assim lutar pela defesa da ESCOLA PÚBLICA, DE QUALIDADE, DEMOCRÁTICA, LEIGA E LAICA, COMO DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO.

NOSSO RELACIONAMENTO COM A "EQUIPE EDUCACIONAL"

 Em quaisquer circunstâncias, nós usuários do serviço de educação pública, devemos buscar o melhor entrosamento com os trabalhadores da educação pública, desde diretores até ao mais simples profissional. Por que devemos agir assim? Por várias razões. A primeira, somos todos seres humanos, e como tais, suceptíveis a tudo. Podemos acertar mas podemos também errar. Portanto, todo cuidado é pouco: SOMOS GENTE E COM GENTE É DIFERENTE. Por isso, qualquer questão relativa à escola passa pelo profissional competente. Por exemplo, se tivermos que fazer uma reclamação, seja de que natureza for, não podemos ir ao porteiro nem à faxineira ou à professora, mas sim à DIREÇÃO DA ESCOLA. Ou seja, a educação abre todas as portas, e se colocarmos uma palavra mágica à frente, por exemplo o "com licença, boa tarde, pode me ajudar", não encontraremos barreiras às nossas preocupações. 

TODA FORÇA E VAMOS À LUTA!

COMUNIDADE ESCOLAR UNIDA

sábado, 29 de junho de 2024

FAETEC SEM PROFESSORES * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

 FAETEC SEM PROFESSORES

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*MPRJ recomenda que Faetec tome providências para regularizar a carência de profissionais de educação*

Publicado em 25/06/2024 15:12 - Atualizado em 25/06/2024 15:12

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, expediu, nesta terça-feira (25/06), Recomendação para que a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) tome providências para suprir a carência de profissionais da educação, como professores e profissionais de apoio administrativo, e que o edital do novo concurso contemple o número de vagas conforme levantamento realizado pelo setor de recursos humanos.

A Recomendação foi expedida após uma reunião realizada nesta terça-feira e que contou com a participação do promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves, designado para a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, do assessor da vice-presidência Educacional da Faetec, Leonardo Martins, e do assessor jurídico Marcos Barbosa. De acordo com a Fundação de Apoio à Escola Técnica, atualmente a carência é de 664 profissionais, e há um processo em curso para a contratação temporária.

Sobre um novo concurso público, foi dito que existe manifestação favorável da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento Econômico-Financeiro do Regime de Recuperação Fiscal do Estado (COMISSARF), que deve seguir para a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE) e, após, para a Casa Civil. Já sobre o concurso de 2019, o prazo de validade do referido edital teria expirado, impedindo o seu aproveitamento para suprir as carências.

A Faetec tem dez dias para responder sobre os termos da Recomendação.


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