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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

FÓRUM GLOBAL DE LIDERANÇA JUVENIL * Telenoticiero

FÓRUM GLOBAL DE LIDERANÇA JUVENIL
Conclui-se a primeira experiência do Fórum Global de Liderança Juvenil na China

China – Foi concluída com sucesso a primeira edição do Fórum Global de Liderança Juvenil na China, evento que reuniu jovens líderes do mundo todo para fortalecer os laços internacionais.

Durante dez dias, uma importante delegação do Fórum Global de Liderança Juvenil (GYLF) reuniu-se na China para explorar o panorama das relações entre a União Europeia e a China. O encontro coincidiu com a comemoração do 50º aniversário das relações diplomáticas entre esses dois atores globais.

O fórum foi encerrado com a Conferência Mundial da Juventude pela Paz , que reuniu mais de 3.000 líderes internacionais no Pavilhão da Universidade de Pequim. Como parte do seminário "Pontes para o Futuro: Diálogo entre Líderes Jovens Europa-GBA", os participantes visitaram cidades-chave na Grande Baía , como Guangzhou, Szen-Szen, Zhuhai, Jiangmen e Zhongshan , onde observaram de perto as transformações tecnológicas que estão causando impacto global.

O evento foi concluído em Pequim , onde os jovens líderes discutiram os desafios futuros com as autoridades locais. O presidente da GYLF, Jacobo Pombo, enfatizou a urgência de redefinir os mecanismos de cooperação global, destacando a importância estratégica das relações China-UE em diversas áreas, como diplomacia, ciência e economia.

Nesse contexto, o GYLF, comemorando seu décimo aniversário, anunciou um ambicioso plano de expansão internacional, com atividades planejadas no México, Costa Rica, Marrocos, Santander, China e Oriente Médio . A diretora geral do GYLF, Giorgiana Martínezgarnelo y Calvo , destacou a importância desses debates intergeracionais para enfrentar os desafios futuros e encontrar soluções eficazes.

Por fim, espera-se a participação de um representante dominicano no 10º aniversário deste prestigioso evento, que acontecerá de 12 a 17 de outubro no Palácio Magdalena, em Santander, Espanha . Este fórum promete ser uma plataforma crucial para a troca de ideias e a busca de respostas para os desafios globais.
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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

SEMPRE PAULO FREIRE * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

SEMPRE PAULO FREIRE
"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem" (Paulo Freire).

A data 19 de setembro de 2021 marca o centenário de nascimento do educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire. Natural de Recife, o pernambucano é um dos grandes nomes da educação mundial e ficou conhecido internacionalmente pela sua teoria de que a educação é o caminho para a emancipação de sujeitos, para que transformem sua realidade por meio da reflexão crítica. O seu trabalho de alfabetização de adultos é reconhecido mundialmente. Entre as inúmeras obras publicadas estão as compõem a trilogia: “Pedagogia do Oprimido”, “Pedagogia da Esperança”, “Pedagogia da autonomia”.

Em 2018, Maria Margarida Machado, docente da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), concedeu entrevista para o ANDES-SN sobre a obra e legado do patrono da educação brasileira. “Freire foi um pensador muito importante nas décadas de 50, 60 e 70 e 80. Foi educador atuante em uma perspectiva de educação que buscava colocar no centro da educação pedagógica o direito a uma educação emancipatória”, afirmou a professora naquele ano.

Segundo a docente da UFG, defender a concepção de educação como emancipadora do sujeito representa enfrentar as grandes limitações econômicas e sociais dos estudantes brasileiros. Para ela, Freire combatia não apenas a opressão que decorre da necessidade financeira e da limitação do acesso aos bens materiais, mas também reafirmava a necessidade de combater a mentalidade conservadora. “A mentalidade conservadora, tradicional, tem a ver com o que o sujeito aprende com a sua família, na religião e no trabalho. Nessas relações, essa convivência ao invés de torná-lo um sujeito livre e amoroso, o aprisiona a um conjunto de preceitos morais, éticos e céticos que o distancia de outros seres humanos”, disse Margarida.

Crítica à educação bancária

Uma das principais contribuições de Paulo Freire é a sua crítica à educação tradicional, conceituada na obra “Pedagogia do Oprimido” como educação bancária. Segundo o pedagogo, o sujeito que está aprendendo na educação bancária é tratado como um lugar onde se deposita verdades, e isso não seria um processo de aprendizagem uma vez que não há diálogo.

“Aprender, para Paulo Freire, é acessar o conhecimento sistematizado, problematizar esse conhecimento, buscar a compreensão para além daquilo que é dito”, explicou. Para a docente, muitas das ações executadas no sistema educacional brasileiro não levam em conta o princípio do diálogo. “Temos que questionar quem diz que quer tirar Paulo Freire de qualquer lugar. Essas pessoas realmente sabem do que estão falando?”, alertou.

Aprender para transformar

Paulo Freire compreendia que o sujeito aprende para se humanizar. De acordo com o educador, aprender é complemento da formação do sujeito como humano. “Se aprende na relação com o outro, no diálogo com outro, na aproximação dele com o conhecimento do outro. Esse aprender coletivo tem a ver com o conhecimento sistematizado pelas outras pessoas. Saber que você precisa escutar e aprender com o outro é fundamental para romper com uma lógica de educação tradicional”, contou Maria Margarida.

Outra questão fundamental na obra de Paulo Freire é que se aprende para transformar a realidade. “Nesse aspecto, é fundamental a consciência crítica e de sujeito histórico. Nesta perspectiva, nós estamos anos luz distantes, em toda nossa formação na educação brasileira, seja da educação infantil até a superior, do princípio de empoderar o sujeito para que ele possa se perceber como sujeito transformador da realidade”, afirmou a docente da UFG.

Quem foi Paulo Freire?

Paulo Freire nasceu em 1921, em Recife (PE). Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Em 1963, em Angicos (RN), coordenou um programa que alfabetizou 300 pessoas, cortadores de cana, em 45 dias. No ano seguinte, o golpe empresarial-militar o surpreendeu em Brasília (DF), onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes partir para o exílio.

Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, “Pedagogia do Oprimido”. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (SP), na prefeitura de Luiza Erundina. Foi nomeado doutor Honoris Causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de infarto. Em 2012, foi sancionada a Lei 12.612, que declarou o educador Paulo Freire o Patrono da Educação Brasileira.

Para estudar Paulo Freire

Maria Margarida Machado indicou três leituras para quem quer conhecer mais a teoria de Paulo Freire. O livro “Pedagogia do Oprimido”, para a docente, é a base da formação humanista de Freire, além de sua principal obra, e traz as principais referências que ele estudou e com quem aprendeu para pensar a obra. O livro “Pedagogia da Esperança” traz uma releitura do livro anterior, simplificando-a. Já o livro “Pedagogia da Autonomia”, último que o Paulo Freire escreveu, dialoga com professores sobre os aspectos da prática docente. “Essa trilogia é fundamental para ser lida e pensada no contexto em que foram escritas”, concluiu.

O legado de Paulo Freire

Em abril de 1990, Paulo concedeu uma entrevista para a primeira edição da Revista Universidade & Sociedade. Leia aqui.

E, em julho do ano passado, durante o 8º Conad Extraordinário, o ANDES-SN lançou a edição 66 da revista Universidade e Sociedade, com o tema "O Legado de Paulo Freire para a Educação". Com mais de 25 textos, entre artigos e resenhas, a revista traz diversas reflexões sobre as contribuições freirianas para a Educação, para a Universidade Pública e para a militância sindical, popular e partidária. Confira aqui.

Com informações de 

Instituto Paulo Freire
&
FOTOBIOGRAFIA DE PAULO FREIRE
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sábado, 9 de julho de 2022

Anton Makarenko * Juventude Comunista Revolucionária/JCR.BR

Anton Semyonovitch Makarenko
1888-1939

"Anton S. Makarenko pode ser definido como a mais forte e rica personalidade da escola e da pedagogia soviéticas em suas primeiras fases de desenvolvimento, desde a Revolução de Outubro até a vitória da edificação do socialismo (1936).

A personalidade de Anton Semiônovitch é extraordinàriamente forte, rica e apaixonada. Makarenko desenvolve nos cinquenta e um anos de sua curta, mas intensíssima vida (1888-1939), um imenso trabalho. Em primeiro lugar estão suas duas grandes experiências, ou melhor, seus dois grandes "poemas pedagógicos”: a Colônia Górki, para menores delinquentes, transformada em poucos anos em uma coletividade laboriosa, sadia e feliz (1920-1927); na Comuna Dzerjinski (1927-1935), na qual o menino abandonado o besprizorniki, torna-se, sob a direção de Anton Semiônovitch, operário culto e altamente qualificado, construtor de modernos implementos industriais (verrumas elétricas, aparelhos fotográficos). A estas grandes experiências estão ligadas as duas obras narrativas mais impmtantes de Makarenko: Poema Pedagógico (1935) e Bandeiras Sobre as Torres (1958). Em seguida, está uma verdadeira série de obras literárias menores, não só novelas e relatos pedagógicos, como também, por exemplo, obras teatrais (destinadas ao conjunto de amadores de sua colônia, pois Anton Semiônovitch considerava o teatro como poderoso meio de educação dos jovens e do povo), e roteiros cinematográficos. Ligados a elas estão também seus artigos, discursos, intervenções, ensaios, etc. Testemunhas da infatigável atividade de Makarenko como organizador e propagandista da educação socialista. Está, enfim, sua obra sistemática, certamente incompleta, dos últimos anos, e em primeiro lugar Conselhos aos Pais no qual Anton Semiônovitch alcança a completa maturidade, sintetizando e aprofundando a grande experiência educativa dos primeiros vinte anos da escola e da sociedade soviéticas."

Atualmente estão disponíveis em Português as seguintes obras:
1936
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

ESCOLA ABERTA PARA ESPERANÇAR * Edilberto C / RN

 ESCOLA ABERTA PARA ESPERANÇAR

É com sentimento de esperança que vejo terminar mais um ano. Não podíamos encerrá-lo sem abrir as portas da nossa escola. Abrimo-la para fechar um círculo que se expande em espiral a outra esfera. É da escola popular ser o umbigo de toda uma comunidade. A ela acorrem todos por alegrias ou dores. Foi com dor no coração que a mantivemos fechada, mesmo que parcialmente, por longos dezoito meses. Agora, em véspera de findar o ano, abrimo-la para atender a tantos quantos a ela acorreram a bater à porta. 


Muitas mães, pais, estudantes e familiares muitas das vezes acorreram à escola pelas mais diversas razões. Tudo circunda a escola, principalmente neste momento difícil por que passa o país. Momento de fome, de desemprego, de abandono, de violência, de luto e de muita luta para viver. Todos de uma forma ou outra chegam à escola. Devíamos abrir a escola para abraçar, acolher e dar esperança. Esperança que me toma também no encerramento deste ano.


Ao longo da Pandemia, 4 milhões de crianças e adolescentes entraram em processo de evasão e abandono da escola por todo o Brasil. No último ano, uma em cada quatro mulheres sofreram violência doméstica. Os lares se tornaram ambientes mais hostis, atingindo 17 milhões de mulheres e consequentemente crianças e adolescentes. A violência também nasce da fome: a pandemia e a falta de políticas governamentais sérias levaram 19 milhões de brasileiros de volta a níveis graves de insegurança alimentar. 


Por estas e outras razões não medimos esforços para reabrir a nossa escola. A escola é a possibilidade de devolver o mínimo de dignidade a quem se vê abandonado pelo Estado. Abrimos a escola na esperança de quem os poderosos agilizem a chegada da vacina para as crianças, para dar enfim segurança sanitária a que possamos reerguermo-nos dos escombros a que fomos todos lançados. Abrimos a escola para ser abraço a quem de tudo carece.


Renovemos a esperança de que o ano vindouro nos fortaleça para reencontrar o que foi perdido, para reconstruir o caminho do saber e do conhecimento, para refazer esta nação e devolvê-la ao trilho da justiça social. Que possamos vencer o desemprego e a fome, que retornemos o curso do cuidado ambiental, da defesa das florestas, do cuidado com o outro, com afeto, com respeito e tolerância. A escola estará aberta para juntos esperançarmos e juntos nos refazermos. 


Edilberto C. – Educador Sim

O Abraço de Esperança. Arte de Moçambique. Pinturas de Moçambique. Obra de João Timane.

(8) Edilberto Cleutom Santos | Facebook

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