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domingo, 24 de agosto de 2025

CORDEL DA EDUCAÇÃO * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

CORDEL DA EDUCAÇÃO
DIREITO DO POVO DEVER DO ESTADO

A educação escolar
Que complemente
A educação de berço;
Com ensino de qualidade

É um direito do povo:
E um dever do Estado;
Investir em ensino de excelência;
Governando com responsabilidade.

Remunerando os educadores:
Com salário compatível à função;
Que não pode ser inferior;
Ao salário de um senador;

Que passou em sala de aula;
Aprendendo com os professores;
Que têm que ser valorizados;
E respeitados pelos gestores.

Se o sujeito prefeito:
O Governador de Estado;
E o presidente da república;
Todos têm; que valorizar os professores.

Seja prefeito, deputado ou senador;
Ganhar salário acima;
Do salário de professor;
É uma imoralidade!

Urgente; o povo brasileiro:
Tem que questionar;
Essa aberração inadmissível;
Que não dá mais para tolerar.

Essa aberração não pode prosseguir:
Seja lá quem for na função:
Ganhar salário superior;
A remuneração de um professor.

Seja no executivo:
No legislativo ou no judiciário;
Todos passaram na escola;
Aprendendo com o professor (a).

Então; todos têm o dever:
De bater continência;
Para os professores na nação;
Com respeito aos educadores (as).

Os professores (as) são na verdade;
A base “alavancadora”
Para o desenvolvimento;
Que eleva, a nação.

Imbuídos no ensino:
Pontualmente em sala de aula.
Ensina meninos e meninas;
A dá os primeiros passos;

E os passos seguinte:
Seguem em sala de aula;
Aprendendo com os (as) professores.
Até; o nível de doutorado.

Nota máxima aos professores:
Nessa nobre função;
Que lecionando, passa conhecimento:
Contribuindo; no desenvolvimento da nação.


José Ernesto Dias
São Luís, MA – 24 de agosto de 2025
&
OUÇAM OS PROFESSORES


Senhores vereadores
Senhores prefeitos
Senhores deputados
Senhores senadores
Senhores governadores
Senhor presidente, da república.

Políticos da nação brasileira:
Ouçam os professores;
De todos os níveis;
Do primário ao ensino médio;
Do médio ao nível superior:
Pós-graduação; mestrado e doutorado.

Com responsabilidade e respeito:
Quando os professores;
Reivindicar reposição salarial;
E justo aumento real;
Ouçam atendendo os professores;
Com respeito e responsabilidade.

Lembrem-se das lições que aprenderam:
Com os professores;
Os ensinando em sala de aula;
Com toda a dedicação.
Políticos de cargos mais baixo;
Ao cargo mais alto;
Em toda a nação;
Deixem de estupidez;

‘Desestufem” o peito;
Baixem o salto;
“Dezestorçam” o nariz;
“Desengossando” o cangote;
Com respeito; ouçam os professores.

Ouvindo o necessário:
O que todos têm a dizer;
Ouçam com responsabilidade;
Atendendo, ouçam todos;
Ouvindo o que eles (as) têm a dizer.

Se o assunto for:
Reposição salarial;
E o real momento;
Atendam sem titubear.


José Ernesto Dias
São Luís/MA, 25 de agosto de 2025
Na conta do futuro, um cordel sobre educação
César Obeid


Na conta do futuro
Ei, você, já se prepara
Que um cordel chegou agora.
Não vim só para rimar,
Vim aqui pra ser a aurora
Que ilumina o bate-papo
Que eu trago sem demora.

Se é cordel, tem que ter rima,
Com seus timbres encantados.
Se é cordel também não faltam
Versos bem metrificados
Pra que o embarque seja feito
Nos poemas ritmados.

Hoje o tema é educação
Que chegou no versejar.
Se há alguém bem cabisbaixo,
Logo vai se alegrar,
Pois cordel é assim mesmo,
Quando chega é pra encantar.

Claro que a educação
É pra dar conhecimento,
Mas quem vive pra ensinar
Sem forçar mostra talento.
Quem aprende é um beija-flor,
Que só quer dançar ao vento.

Quem ensina sempre aprende,
Quem aprende sempre ensina,
Quem opina se empodera,
Quem mais lê, mais se fascina,
A emoção faz palpitar,
E o saber sempre ilumina.

Ler não só para escrever,
Ler não só pra informação,
Ler não só para gramática,
Ler não só pra redação,
Ler pra desvendar o novo,
À luz da educação.

Fecho os olhos e o passado
Vem fazer-me uma visita.
Abro os olhos e eu sinto
O futuro que me agita.
E o presente é um presente
Que destrava a minha escrita.

Quando aprendo, eu sorrio,
Tudo posso realizar.
Se não fiz quando criança,
Hoje estou para estudar,
Que o tempo é só o tempo
Que chegou pra me ajudar.

Cada história nova lida,
Cada nova informação,
Eu acerto gentilmente
Nos alvos do coração.
E a mente vai se abrindo
Pra além da imaginação.

As fronteiras são abertas,
Os limites superados.
Quero que todos escutem
Quais que são os meus recados.
Muitos passos eu já dei,
Muitos outros serão dados.

E assim não há limites
E não há comparação.
Mil caminhos são possíveis
Ao estar na educação.
Pra abrir as portas do mundo,
Tenho as chaves na minha mão.

Aprendi boquiaberto
Onde fica a Grã-Bretanha,
O que é um microrganismo,
Qual moeda é da Espanha
E a certeza de estar longe
Da ideia mais tacanha.

Me encantei com as ciências,
Abracei a filosofia.
Hoje eu vejo a matemática,
Assim como a poesia,
Que os números aparecem
Como a rima que se cria.

Ninguém queira me enganar
Fabricando fake news.
Não mais caio na cilada
De dar força aos seus views.
Se mentir, caros senhores,
Serei crítico nos reviews.

“Saber” é a palavra-chave
Para a qual eu bato palma.
É a viagem para o novo,
Que agita e que acalma.
O esforço vale a pena,
Alimenta a minha alma.

Me empodero quando estudo,
Me empodero quando aprendo.
E se alguém disser que custa,
Tem razão, mas eu não vendo,
Pois não há preço que pague
Esta luz que em mim acendo.

Educar para o diverso
É querer saber bem mais,
Pra que a paz seja a cultura
Na cultura pela paz.
Sim, nós somos diferentes,
Mas direitos são iguais.

Meu cordel vai dividir
A palavra “educação”:
Quem “educa” não caduca
E não perde o refrão.
E a “ação” de quem aprende
É a total transformação.

A criança vai à escola,
O adulto também vai,
Uma avó também estuda,
Como um tio, madrinha ou pai.
Nesta conta do futuro,
Todos entram, ninguém sai.

domingo, 13 de julho de 2025

O QUE É "NOVO ENSINO MÉDIO" * Profª Elizabete Mota

O QUE É "NOVO ENSINO MÉDIO"
Corte do curso "Neofascismo e a Realidade Brasileira", com a professora Elizabete Mota.

A aprovação e implementação do Novo Ensino Médio representaram uma grande derrota para a educação pública.
Na prática, ele ensina o pobre a ser — e continuar sendo — pobre.

📚 Um projeto pensado para aprofundar as desigualdades e moldar a juventude para não questionar.
JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA
JUCORE

quinta-feira, 13 de março de 2025

QUEM MATOU ANÍSIO TEIXEIRA * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

QUEM MATOU ANÍSIO TEIXEIRA
"Biógrafo: Anísio Teixeira foi levado à Aeronáutica antes de desaparecerBiógrafo de Anísio Teixeira, João Augusto Rocha (à direita), participa de audiência pública da Comissão da Verdade sobre as ciscunstâncias da morte do educador Foto: Divulgação / Unb
Rafael Soares - O Globo

RIO - Para o professor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) João Augusto Rocha, o educador baiano Anísio Teixeira foi vítima de um crime político. Aos 61 anos, Rocha não conheceu Teixeira pessoalmente, mas passou a ter contato com sua história quando quando era presidente da Associação de Professores da UFBA, na década de 80. Hoje, é biógrafo de Anísio e já tem um livro publicado sobre a vida do educador, "Anísio em movimento", de 1992. Atualmente, ele ajuda a família de Anísio a montar o quebra-cabeças que comprovaria o assassinato do educador baiano. Na última terça-feira, quando representantes da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e da Comissão da Verdade da Universidade de Brasília (UnB) assinaram um termo de cooperação com o objetivo de ampliar as investigações da morte do ex-reitor da UnB, Rocha e a família de Teixeira entregaram à CNV um dossiê com depoimentos que reforçam a tese de que Anísio foi assassinado.

Anísio, que foi da UnB de 1963 até o golpe militar, quando foi cassado, foi encontrado morto no fosso do elevador do prédio onde morava seu amigo Aurélio Buarque de Holanda, no Flamengo, em 13 de março de 1971. A versão oficial aponta morte acidental. No entanto, jornais da época relatam que não havia sinais de queda: duas vigas de concreto que ficavam localizadas acima do fundo do fosso com um palmo de distância entre si seriam rompidas com a passagem de um corpo. Elas foram encontradas intactas.


Em entrevista ao GLOBO, o professor conta detalhes sobre o dossiê e afirma que ouviu de fontes que tiveram acesso a informações privilegiadas do regime militar, como o ex-governador da Bahia Luiz Viana Filho e o acadêmico Abgar Renault, que Anísio foi detido e levado para instalações da Aeronáutica no dia em que desapareceu.

O GLOBO: O que leva o senhor a defender a tese de que Anísio Teixeira foi assassinado?

Rocha: Em 15 de dezembro de 1988, eu tinha uma entrevista marcada com o ex-governador da Bahia Luiz Viana Filho, morto em 1990. Ele marcou encontro comigo na casa dele, porque sabia que eu estava escrevendo um livro sobre o Anísio. Levei gravador e gravei nossa conversa. Ao final, ele me pediu para desligar e disse que ia me contar uma informação que ainda não havia revelado a ninguém. Segundo ele, que estava com mandato em curso em 1971 e tinha boas relações com os militares, Anísio marcou às 11h do dia 13 de março um encontro na casa de Aurélio Buarque de Holanda para pedir seu voto em sua candidatura à Academia Brasileira de Letras. Mas ele nunca chegou lá. Viana Filho confessou que, no mesmo dia, Anísio foi detido e estava preso na Aeronáutica.

O GLOBO: Você não tem o depoimento gravado?

Rocha: Não. Ele falou em off. Só estou dizendo agora porque a família me autorizou e porque não quero morrer guardando a informação.

O GLOBO: Anísio já estava sendo ameaçado antes de morrer?

Rocha: Um mês antes, o deputado Rubens Paiva desapareceu. De acordo com Viana Filho, a morte de Anísio fazia parte da mesma operação, orquestrada pelo brigadeiro João Paulo Burnier, figura conhecida do regime militar, que tinha um plano contra os intelectuais brasileiros contrários ao regime.

O GLOBO: Alguma outra pessoa confirma a informação de que Anísio foi levado para o quartel da Aeronáutica?

Rocha: Sim. O acadêmico Abgar Renault, antes de morrer, em 1995, procurou o genro de Anísio, Paulo Alberto Monteiro de Barros, o Artur da Távola. Ele tinha a informação, dada pelo então comandante do 1º Exército, Sizeno Sarmento, de que Anísio foi visto em instalações da Aeronáutica no mesmo dia em que foi dado como desaparecido. Essa versão se encaixa perfeitamente com a fornecida por Viana Filho. As duas estão no dossiê preparado pela família e entregue à Comissão da Verdade, que tem mais poderes para investigar os fatos. Se for comprovada essa informação, nossa versão está confirmada: Anísio foi, sim, assassinado.

O GLOBO: Há outras evidências de que realmente foi assassinato no dossiê?

Rocha: O médico e professor Afrânio Coutinho, morto em 2000, me deu depoimento dizendo que teve acesso ao corpo devido a um engano do Exército. O rabecão levou o corpo de Anísio no lugar de outro morto - um oficial do Exército que havia se suicidado também no bairro do Flamengo - para o Instituto Médico Legal. Lá Coutinho observou a autópsia. Segundo ele, era impossível ele ter morrido devido à queda. Ele tinha todos os ossos quebrados, o que seria impossível em uma situação de queda. Coutinho também afirmou que a autópsia indicou golpes de objetos cilíndricos no corpo de Anísio.

O GLOBO: Esse depoimento foi gravado?

Rocha: Não. Coutinho não quis gravar, mas afirmou que havia feito um documento contando tudo isso. Segundo ele, esse documento está na ABL com a recomendação de só ser aberto em 2020 (a ABL afirma não ter esse material). Todas essas informações estão em poder da Comissão da Verdade agora.

O GLOBO: Além de depoimentos, há documentos no dossiê?

Rocha: Somos cautelosos quanto a isso. O dossiê apresenta todas as circunstâncias esquisitas que envolveram o crime. Um exemplo: segundo o filho de Anísio, Carlos Antônio Teixeira, seu pai andava sempre com um documento do Partido Comunista (PCB) em sua pasta. Ele era comunista e sempre levava esse papel, que chamava de "registro de avaliação de conjuntura" com ele. Na pasta encontrada junto ao corpo no fosso do elevador, não havia documento nenhum. Fora isso, posso dizer que há fatos que, se investigados, comprovam o assassinato de Anísio.

O GLOBO: Por que todas essas informações só estão sendo reveladas agora, 50 anos depois da morte de Anísio?

Rocha: Existem várias razões. A família tinha medo de retaliações, o clima não era dos mais favoráveis antes. Já eu, tive que aguardar até minhas fontes morrerem. Elas me contaram em off. Seria um desrespeito contar tudo em vida. Com a criação da Comissão da Verdade, não há mais por que esconder."
+ANISIO TEIXEIRA

sábado, 29 de junho de 2024

FAETEC SEM PROFESSORES * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

 FAETEC SEM PROFESSORES

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*MPRJ recomenda que Faetec tome providências para regularizar a carência de profissionais de educação*

Publicado em 25/06/2024 15:12 - Atualizado em 25/06/2024 15:12

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, expediu, nesta terça-feira (25/06), Recomendação para que a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) tome providências para suprir a carência de profissionais da educação, como professores e profissionais de apoio administrativo, e que o edital do novo concurso contemple o número de vagas conforme levantamento realizado pelo setor de recursos humanos.

A Recomendação foi expedida após uma reunião realizada nesta terça-feira e que contou com a participação do promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves, designado para a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, do assessor da vice-presidência Educacional da Faetec, Leonardo Martins, e do assessor jurídico Marcos Barbosa. De acordo com a Fundação de Apoio à Escola Técnica, atualmente a carência é de 664 profissionais, e há um processo em curso para a contratação temporária.

Sobre um novo concurso público, foi dito que existe manifestação favorável da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento Econômico-Financeiro do Regime de Recuperação Fiscal do Estado (COMISSARF), que deve seguir para a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE) e, após, para a Casa Civil. Já sobre o concurso de 2019, o prazo de validade do referido edital teria expirado, impedindo o seu aproveitamento para suprir as carências.

A Faetec tem dez dias para responder sobre os termos da Recomendação.


***

sábado, 25 de maio de 2024

SOS EDUCAÇÃO BRASILEIRA * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

SOS EDUCAÇÃO BRASILEIRA
PEDAGOGIA

Poderíamos ir ao latim,
Quem sabe ao grego,
Mas, sem disposição para ensinar,
O vinte de maio,
Seria apenas mais uma folhinha,
"Perdida" do calendário,
Putz, acabei de lembrar,
Sem alguém que ensinasse,
"Mesmo que tenha sido,
O pai, a mãe, uma governanta,
O padre, ou bispo do local",
Não se saberia,
Não se escreveria,
Não haveria um engenheiro,
Não haveria um gráfico,
Não haveria um calendário,
Não haveria um médico,
Ninguém lutaria por direitos,
Ainda viveríamos nas trevas.

Viva o dia da pedagogia,
Das/e/dos pedagogos.

Anesino Sandice 

Para Laura, a Deca e Regina Silva
Escola em ruínas no centro de São Paulo,  no Pq Dom Pedro.
 Como classificar essa situação ? 

A) Desleixo.
B) Ignorância do governo do estado de SP. 
C) Irresponsabilidade do gestor estadual.
D) Crime de Abandono de patrimônio público.
E) Todas as alternativas anteriores.
O secretário de des-Educação de SP... bem estiloso... e mercenário!!!
Lucro acima de Tudo ! 
Veja o que pode acontecer na Educação de São Paulo.
Mais de 20 mil trabalhadoras e trabalhadoras de todas as regiões do Brasil fizeram história no ato do #22M, em Brasília.
Nesta quarta-feira (22), durante a Plenária Nacional e a Marcha da Classe Trabalhadora, entregamos as pautas de interesse dos trabalhadores e lançamos a agenda jurídica das Centrais Sindicais no STF para o ano de 2024, que traz os principais processos que podem impactar a vida dos trabalhadores.
A CUT, demais centrais, sindicatos filiados e ramos continuam na luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

A MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA FOI HISTÓRICA

Nosso ato do #22M foi vitorioso! Mais uma vez a classe trabalhadora mostrou sua força nesse dia de luta em Brasília, mostrando resistência aos ataques que trabalhadores, trabalhadoras e movimento sindical sofrem desde 2017.
***

sábado, 9 de março de 2024

NAZISSIONISMO INVADE AS ESCOLAS BRASILEIRAS * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

NAZISSIONISMO INVADE AS ESCOLAS BRASILEIRAS
"O Avesso da Pele
Censura ao livro em escola do RS gera reflexões sobre a qualidade do ensino e preconceito no Brasil.

“É um livro sobre a paternidade, sobre pais e filhos, a difícil relação entre pais e filhos. Há também uma crítica à precariedade do ensino no Brasil. É um livro que vai tratar da sala de aula, do dia a dia dos professores, dos alunos. Por fim, também vai tratar do racismo estrutural e, consequentemente, da violência policial”, enumera. 

“São temas muito sensíveis. E isso faz que com algumas escolas e profissionais de educação, sem subsídio, acabem, ao invés de discutir, censurando o livro.""

CONFIRA AQUI

MAIS CENSURA
O governo de Goiás decidiu nesta quinta-feira (7) mandar recolher das escolas públicas estaduais o livro “O avesso da pele”, de Jeferson Tenório. A Secretaria de Educação do Paraná tomou a mesma decisão na segunda-feira (4).

O livro, vencedor do Prêmio Jabuti em 2021, faz parte do Programa Nacional do Livro Didático. Ele foi incluído na lista de leitura do ensino médio em 2022, durante o governo Bolsonaro. Exemplares são distribuídos gratuitamente às escolas, que podem aderir ou não ao programa.
***

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

SEMPRE PAULO FREIRE * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

SEMPRE PAULO FREIRE
"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem" (Paulo Freire).

A data 19 de setembro de 2021 marca o centenário de nascimento do educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire. Natural de Recife, o pernambucano é um dos grandes nomes da educação mundial e ficou conhecido internacionalmente pela sua teoria de que a educação é o caminho para a emancipação de sujeitos, para que transformem sua realidade por meio da reflexão crítica. O seu trabalho de alfabetização de adultos é reconhecido mundialmente. Entre as inúmeras obras publicadas estão as compõem a trilogia: “Pedagogia do Oprimido”, “Pedagogia da Esperança”, “Pedagogia da autonomia”.

Em 2018, Maria Margarida Machado, docente da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), concedeu entrevista para o ANDES-SN sobre a obra e legado do patrono da educação brasileira. “Freire foi um pensador muito importante nas décadas de 50, 60 e 70 e 80. Foi educador atuante em uma perspectiva de educação que buscava colocar no centro da educação pedagógica o direito a uma educação emancipatória”, afirmou a professora naquele ano.

Segundo a docente da UFG, defender a concepção de educação como emancipadora do sujeito representa enfrentar as grandes limitações econômicas e sociais dos estudantes brasileiros. Para ela, Freire combatia não apenas a opressão que decorre da necessidade financeira e da limitação do acesso aos bens materiais, mas também reafirmava a necessidade de combater a mentalidade conservadora. “A mentalidade conservadora, tradicional, tem a ver com o que o sujeito aprende com a sua família, na religião e no trabalho. Nessas relações, essa convivência ao invés de torná-lo um sujeito livre e amoroso, o aprisiona a um conjunto de preceitos morais, éticos e céticos que o distancia de outros seres humanos”, disse Margarida.

Crítica à educação bancária

Uma das principais contribuições de Paulo Freire é a sua crítica à educação tradicional, conceituada na obra “Pedagogia do Oprimido” como educação bancária. Segundo o pedagogo, o sujeito que está aprendendo na educação bancária é tratado como um lugar onde se deposita verdades, e isso não seria um processo de aprendizagem uma vez que não há diálogo.

“Aprender, para Paulo Freire, é acessar o conhecimento sistematizado, problematizar esse conhecimento, buscar a compreensão para além daquilo que é dito”, explicou. Para a docente, muitas das ações executadas no sistema educacional brasileiro não levam em conta o princípio do diálogo. “Temos que questionar quem diz que quer tirar Paulo Freire de qualquer lugar. Essas pessoas realmente sabem do que estão falando?”, alertou.

Aprender para transformar

Paulo Freire compreendia que o sujeito aprende para se humanizar. De acordo com o educador, aprender é complemento da formação do sujeito como humano. “Se aprende na relação com o outro, no diálogo com outro, na aproximação dele com o conhecimento do outro. Esse aprender coletivo tem a ver com o conhecimento sistematizado pelas outras pessoas. Saber que você precisa escutar e aprender com o outro é fundamental para romper com uma lógica de educação tradicional”, contou Maria Margarida.

Outra questão fundamental na obra de Paulo Freire é que se aprende para transformar a realidade. “Nesse aspecto, é fundamental a consciência crítica e de sujeito histórico. Nesta perspectiva, nós estamos anos luz distantes, em toda nossa formação na educação brasileira, seja da educação infantil até a superior, do princípio de empoderar o sujeito para que ele possa se perceber como sujeito transformador da realidade”, afirmou a docente da UFG.

Quem foi Paulo Freire?

Paulo Freire nasceu em 1921, em Recife (PE). Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Em 1963, em Angicos (RN), coordenou um programa que alfabetizou 300 pessoas, cortadores de cana, em 45 dias. No ano seguinte, o golpe empresarial-militar o surpreendeu em Brasília (DF), onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes partir para o exílio.

Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, “Pedagogia do Oprimido”. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (SP), na prefeitura de Luiza Erundina. Foi nomeado doutor Honoris Causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de infarto. Em 2012, foi sancionada a Lei 12.612, que declarou o educador Paulo Freire o Patrono da Educação Brasileira.

Para estudar Paulo Freire

Maria Margarida Machado indicou três leituras para quem quer conhecer mais a teoria de Paulo Freire. O livro “Pedagogia do Oprimido”, para a docente, é a base da formação humanista de Freire, além de sua principal obra, e traz as principais referências que ele estudou e com quem aprendeu para pensar a obra. O livro “Pedagogia da Esperança” traz uma releitura do livro anterior, simplificando-a. Já o livro “Pedagogia da Autonomia”, último que o Paulo Freire escreveu, dialoga com professores sobre os aspectos da prática docente. “Essa trilogia é fundamental para ser lida e pensada no contexto em que foram escritas”, concluiu.

O legado de Paulo Freire

Em abril de 1990, Paulo concedeu uma entrevista para a primeira edição da Revista Universidade & Sociedade. Leia aqui.

E, em julho do ano passado, durante o 8º Conad Extraordinário, o ANDES-SN lançou a edição 66 da revista Universidade e Sociedade, com o tema "O Legado de Paulo Freire para a Educação". Com mais de 25 textos, entre artigos e resenhas, a revista traz diversas reflexões sobre as contribuições freirianas para a Educação, para a Universidade Pública e para a militância sindical, popular e partidária. Confira aqui.

Com informações de 

Instituto Paulo Freire
&
FOTOBIOGRAFIA DE PAULO FREIRE
*

sábado, 15 de julho de 2023

ESCOLAS CIVICO-MILITARES ESCOLAS DE FASCISMO * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

ESCOLAS CIVICO-MILITARES ESCOLAS DE FASCISMO
TEXTO 1
Ministro Camilo Santana

*_AS ESCOLAS CÍVICO MILITARES SÃO UMA GRANDE FARSA._*

*_ As escolas FASCISTAS civico militares são um grande golpe._*
*Explico:
*1- As escolas civico militares são Usadas para a corrupção Sim.
*2- As escolas civico militares são Usadas para dar mais dinheiro público aos militares corruptos, base eleitoral do Bolsonarismo;
*(O Bolsonarismo ja deu aposentadoria especial, e PENSÃO VITALÍCIA às filhas dos militares, COM DINHEIRO PÚBLICO, entre muitos outros benficios que o povo nao tem).
*3- As escolas civico militares são usadas para doutrinar criancinhas para se tornarem FASCISTAS, eleitores robôs da ultra direita bozonariana; (Ideologia militar FASCISTA);
.
E O QUE MAIS?
*.
*Só não vê isto o gado chifrudo do pasto.
*Asseclas
*Fariseus.
*.
*_Concorda comigo sim?_*


TEXTO 2
CHICO PINHEIRO

José Múcio (de novo!) e a rebelião dentro do governo Lula

Ministro da Defesa diz que decisão de acabar com programa de escolas cívico-militares foi tomada exclusivamente pelo MEC e pede para que o órgão retire menções aos militares no texto do documento

Com o movimento, o comando da Defesa busca se afastar da decisão do governo e, assim, evitar abrir um novo flanco de atrito na já sensível relação de Lula com os militares

Atual comandante do Exército, o general Tomás Paiva dá o tom da distância que os militares tentam manter da decisão de acabar com o programa. Segundo ele, o assunto não passou pela Força

Procurados oficialmente pela coluna do igor gadelha, os ministério da Defesa e da Educação não se pronunciaram até a publicação desta matéria

Ou Lula coloca esses militares em seus devidos lugares ou o caldo vai "entornar". O que o inelegível fez foi despertar uma BESTA que estava meio "adormecida": 
a BESTA do FASCISMO, que sempre morou dentro dos quartéis e que impera na cabeça de qualquer membro das Forças Armadas.

TEXTO 3

ORDEM


 Discute-se, no momento, a questão das escolas cívico-militares (Pecim), onde a questão prioritária é a ordem unida.

 O exercício primário para a formação do recruta, do soldado. 

 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é um defensor apaixonado do governo, com licença da palavra, Bolsonaro, é também um ardoroso defensor das escolas cívico-militares. 

 E com toda certeza, o senhor Tarcísio de Freitas é defensor da ditadura e da tortura. Como o seu chefe e guru espiritual.

O senhor Tarcísio de Freitas é um militante da direita, dita democrática.

Mas como explicar a sua adoração pelo líder nazifascista, com licença da palavra, Bolsonaro? 

 Mas o que, de fato acontece, é que o senhor Tarcísio de Freitas não passa de um lobo travestido de cordeiro. 

Estou falando como militar, que sou. E conheço muito bem o quartel, a caserna e suas adjacências. 

 Nas questões sócio-educacionais, os militares brasileiros não têm nada a ensinar aos civis. 

Mas têm muito a aprender com eles! 

 Seguindo os passos do seu líder, o senhor governador Tarcísio de Freitas defende a ditadura militar, o AI 5 e as torturas. Repetimos por ser necessário.

 Este senhor, que pretende dar uma de meio democrata, precisa ser desmascarado! 

Quem defende as torturas, no caso, o senhor governador Tarcísio de Freitas, defende o DOI- CODI, de triste e infernal memória!

Cumpre lembrar que há ordens e ordens.   

Uma orquestra sinfônica constitui uma ordem rigorosa. 

E precisa de um bom maestro para dirigi-la.

 Mas uma senzala também precisa de uma ordem, que é imposta a chicotes.

 Num caso o maestro, no outro o feitor.

 A ordem mantida em um bando de presos pode ser a repressão braba! 

Mas um bom professor é um verdadeiro maestro.

 A professora, ou o professor, precisa ser um artista, na sala de aula.

 As professoras e os professores são as personalidades mais importantes de uma sociedade que se quer civilizada!

Numa escola que se presa, com professores bem preparados e bem remunerados, não há necessidade de ordem militar!

 Não necessita de um sargento para ensinar ordem unida aos alunos! 

Esta receita estapafúrdia, de transformar os jovens alunos das escolas públicas em soldados, saiu das mesmas cabeças, da mesma mentalidade, que quer transformar o país num imenso quartel.  

O que as nossas escolas públicas precisam é de serem valorizadas! 

Precisamos utilizar a pedagogia herdada dos nossos pedagogos. 

Pois temos os pedagogos dos melhores do mundo, tais como:

 Lourenço Filho, Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, entre outros.  


E. Precílio Cavalcante, capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da história militar. 

SALVE AS PROFESSORAS E PROFESSORES BRASILEIROS! 

Abaixo a militarização fascista das escolas brasileiras. 

Se você estiver de acordo com este texto passe-o a todos os seus contatos, por favor! 

  Rio de Janeiro, 15 de julho de 2023.

PARA QUE PRESTA UM MILITAR?



FIM DAS MAMATAS