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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Tarcísio e a repressão às manifestações do Passe Livre * Alejandro Acosta.SP

Tarcísio e a repressão às manifestações do Passe Livre
Alejandro Acosta.SP

As últimas manifestações do Passe Livre em São Paulo foram marcadas pela aberta repressão policial. Os policiais atuaram sem identificação e os rostos cobertos, de forma arbitrária e violenta.

A manifestação do dia 18 de janeiro de 2024, que foi o terceiro ato contra as tarifas dos ônibus, acabou com sete jovens presos, ainda na concentração, acusados de lutar pela “abolição do Estado de Direito”, resistência à autoridade e associação criminosa.

Somente no primeiro ato não houve repressão porque tinha sido convocado pela UEE, a União de Estudantes Secundaristas, controlada pelo PCdoB.

As outras duas manifestações foram convocadas pelo MPL, Movimento Passe Livre.

As bandeiras principais dos manifestantes são a redução das tarifas do transporte público [o Metrô teve aumento de R$4,40 para R$5] e o cancelamento da privatização do transporte estadual.

A Polícia Militar esteve em pé de guerra contra os manifestantes mesmo antes do início das manifestações, perseguindo os jovens dentro da Estação República do Metrô, com uso ostensivo da violência.

No segundo ato que aconteceu no dia 10 de janeiro, a Polícia prendeu 25 jovens, dos quais seis eram menores de idade, quando ainda não tinham chegado à manifestação; 13 deles foram acusados pelo delegado Alexandre Henrique Augusto Dias, do Terceiro Distrito Policial de associação criminosa, mas acabaram sendo liberados no dia seguinte por ordem da Justiça.

Por detrás do aumento da repressão

A política do aumento da repressão é uma imposição que acontece em toda a América Latina por imposição do imperialismo norte-americano como parte do Plano Condor 2.0 que é um componente central da Doutrina Monroe renovada.

Em setembro de 2022, aconteceu em Quito, Equador, a II Reunião Cume Continental de Segurança onde participou o Pentágono, representado pela general responsável pelo SouthCom, a CIA, o FBI, o Mossad, o MI6 e 12 ministros de defesa.

Conforme declarou Richardson o objetivo é impedir que outras potências entrem na região e que haja revoltas populares já que América Latina possui recursos naturais essenciais para a estratégia de guerra do imperialismo.

O capitalismo mundial, encabeçado pelo gendarme mundial, enfrenta a sua maior crise histórica para a qual não está encontrando saída devido ao aumento exponencial das contradições do capitalismo.

Os volumes de capitais fictícios/ especulativos são obscenos e deles dependem os lucros dos grandes cartéis que dominam o mundo.

É por essa razão que as potências imperialistas estão buscando uma saída na guerra. Não por acaso é o movimento do complexo industrial militar, desde a guerra na Ucrânia, o que tem mantido a economia dos Estados Unidos em movimento.

As guerras contra-revolucionárias andam da mão das revoluções, e vice versa.

O aumento do aperto, provocado pelo aprofundamento da crise, é o principal combustível que coloca as massas em movimento.

É dever dos revolucionários organizar os trabalhadores e as massas em luta direcionando-as contra os inimigos no sentido da disputa do poder político, a partir das suas lutas concretas.
***

sábado, 15 de julho de 2023

ESCOLAS CIVICO-MILITARES ESCOLAS DE FASCISMO * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

ESCOLAS CIVICO-MILITARES ESCOLAS DE FASCISMO
TEXTO 1
Ministro Camilo Santana

*_AS ESCOLAS CÍVICO MILITARES SÃO UMA GRANDE FARSA._*

*_ As escolas FASCISTAS civico militares são um grande golpe._*
*Explico:
*1- As escolas civico militares são Usadas para a corrupção Sim.
*2- As escolas civico militares são Usadas para dar mais dinheiro público aos militares corruptos, base eleitoral do Bolsonarismo;
*(O Bolsonarismo ja deu aposentadoria especial, e PENSÃO VITALÍCIA às filhas dos militares, COM DINHEIRO PÚBLICO, entre muitos outros benficios que o povo nao tem).
*3- As escolas civico militares são usadas para doutrinar criancinhas para se tornarem FASCISTAS, eleitores robôs da ultra direita bozonariana; (Ideologia militar FASCISTA);
.
E O QUE MAIS?
*.
*Só não vê isto o gado chifrudo do pasto.
*Asseclas
*Fariseus.
*.
*_Concorda comigo sim?_*


TEXTO 2
CHICO PINHEIRO

José Múcio (de novo!) e a rebelião dentro do governo Lula

Ministro da Defesa diz que decisão de acabar com programa de escolas cívico-militares foi tomada exclusivamente pelo MEC e pede para que o órgão retire menções aos militares no texto do documento

Com o movimento, o comando da Defesa busca se afastar da decisão do governo e, assim, evitar abrir um novo flanco de atrito na já sensível relação de Lula com os militares

Atual comandante do Exército, o general Tomás Paiva dá o tom da distância que os militares tentam manter da decisão de acabar com o programa. Segundo ele, o assunto não passou pela Força

Procurados oficialmente pela coluna do igor gadelha, os ministério da Defesa e da Educação não se pronunciaram até a publicação desta matéria

Ou Lula coloca esses militares em seus devidos lugares ou o caldo vai "entornar". O que o inelegível fez foi despertar uma BESTA que estava meio "adormecida": 
a BESTA do FASCISMO, que sempre morou dentro dos quartéis e que impera na cabeça de qualquer membro das Forças Armadas.

TEXTO 3

ORDEM


 Discute-se, no momento, a questão das escolas cívico-militares (Pecim), onde a questão prioritária é a ordem unida.

 O exercício primário para a formação do recruta, do soldado. 

 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é um defensor apaixonado do governo, com licença da palavra, Bolsonaro, é também um ardoroso defensor das escolas cívico-militares. 

 E com toda certeza, o senhor Tarcísio de Freitas é defensor da ditadura e da tortura. Como o seu chefe e guru espiritual.

O senhor Tarcísio de Freitas é um militante da direita, dita democrática.

Mas como explicar a sua adoração pelo líder nazifascista, com licença da palavra, Bolsonaro? 

 Mas o que, de fato acontece, é que o senhor Tarcísio de Freitas não passa de um lobo travestido de cordeiro. 

Estou falando como militar, que sou. E conheço muito bem o quartel, a caserna e suas adjacências. 

 Nas questões sócio-educacionais, os militares brasileiros não têm nada a ensinar aos civis. 

Mas têm muito a aprender com eles! 

 Seguindo os passos do seu líder, o senhor governador Tarcísio de Freitas defende a ditadura militar, o AI 5 e as torturas. Repetimos por ser necessário.

 Este senhor, que pretende dar uma de meio democrata, precisa ser desmascarado! 

Quem defende as torturas, no caso, o senhor governador Tarcísio de Freitas, defende o DOI- CODI, de triste e infernal memória!

Cumpre lembrar que há ordens e ordens.   

Uma orquestra sinfônica constitui uma ordem rigorosa. 

E precisa de um bom maestro para dirigi-la.

 Mas uma senzala também precisa de uma ordem, que é imposta a chicotes.

 Num caso o maestro, no outro o feitor.

 A ordem mantida em um bando de presos pode ser a repressão braba! 

Mas um bom professor é um verdadeiro maestro.

 A professora, ou o professor, precisa ser um artista, na sala de aula.

 As professoras e os professores são as personalidades mais importantes de uma sociedade que se quer civilizada!

Numa escola que se presa, com professores bem preparados e bem remunerados, não há necessidade de ordem militar!

 Não necessita de um sargento para ensinar ordem unida aos alunos! 

Esta receita estapafúrdia, de transformar os jovens alunos das escolas públicas em soldados, saiu das mesmas cabeças, da mesma mentalidade, que quer transformar o país num imenso quartel.  

O que as nossas escolas públicas precisam é de serem valorizadas! 

Precisamos utilizar a pedagogia herdada dos nossos pedagogos. 

Pois temos os pedagogos dos melhores do mundo, tais como:

 Lourenço Filho, Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, entre outros.  


E. Precílio Cavalcante, capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da história militar. 

SALVE AS PROFESSORAS E PROFESSORES BRASILEIROS! 

Abaixo a militarização fascista das escolas brasileiras. 

Se você estiver de acordo com este texto passe-o a todos os seus contatos, por favor! 

  Rio de Janeiro, 15 de julho de 2023.

PARA QUE PRESTA UM MILITAR?



FIM DAS MAMATAS

quinta-feira, 6 de abril de 2023

INDIFERENÇA TAMBÉM MATA * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

INDIFERENÇA TAMBÉM MATA

JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA / JCR

A violência não se propaga sozinha. Ela não decide ser violência. Ela nasce de ações credenciadas pela sociedade, que são propagadas como norma, como coisa normal, ou algo necessário, que precisa e deve ser feito. Observem que ela exige um protagonista, um ícone, seja uma pessoa ou um símbolo, que vão funcionar como dispositivo transmissor da mensagem violenta. Exemplo são os filmes de ação, a suástica nazista, os atletas vitoriosos etc. Tudo que seja entendido como virtuoso serve de agente propagador. Nesse contexto, a "promoção" que a mídia fez de Bolsonaro obedeceu a esses princípios, uma vez que o objetivo era fascistizar a sociedade e colocá-la de joelhos ante o seu algoz: os interesses mais mesquinhos que o capitalismo produz, ou seja o neoliberalismo implementado pela onda imperialista ocidental, que já vimos aonde chegou, causando um apocalipse na Ucrânia.

Por isso, o linchamento promovido contra tudo que seja entendido como ESQUERDA, às custas do anticomunismo mais esdrúxulo já vista na história humana, dando sequência à campanha midiática norteamericana de combate ao terrorismo.

Daí, a prisão de Lula, a desgraça promovida contra o Brasil através da LAVAJATO, a transformação de Sérgio Moro em superman da justiça, o silêncio ante todas as injustiças ocorridas nesses últimos quatro anos no Brasil, além é claro, do tratamento meramente "factual" das grandes calamidades, como fez com o genocídio da covid-19 em que Bolsonaro fez papel de "Zé Gotinha" da cloroquina e deu gargalhadas cinematográficas com a morte de 700 mil brasileiros.

AGORA, E SÓ AGORA,

sobre os cadáveres de 4 inocentes, me aparece a Rede Globo propagando a sua mais irracional indiferença, com a desculpa de CONTER O EFEITO CONTÁGIO

 PAULO HENRIQUE AMORIM DENUNCIA

A PRISÃO DE LULA, O SEU ENCARCERAMENTO E A CONDENAÇÃO SEM NENHUMA PROVA, TUDO FEITO COMO ALGO PERFEITAMENTE NORMAL.
Hordas de criminosos tomam a mídia, como se fossem gente de bem, que é como se denominam.
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AÇÕES EMERGENCIAIS RESOLVEM?

"LULA ANUNCIA 150 MILHÕES PARA REFORÇAR AS PATRULHAS ESCOLARES EM TODO PAÍS POR RONDAS POLICIAIS E GUARDAS MUNICIPAIS
FALA DO MINISTRO FLÁVIO DINO

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou na tarde desta quarta-feira (5/4), que o presidente Lula vai disponibilizar uma verba de R$ 150 milhões a estados e municípios para o fortalecimento de rondas policiais escolares e guardas municipais. A medida é a primeira resposta efetiva do Executivo federal ao enfrentamento à onda de violência e ataques em escolas e creches


A verba, segundo Dino, será disponibilizada via edital e a ação será financiada pelo Fundo Nacional de Segurança Pública. O oferecimento desse montante foi anunciado por ministros como Dino e Camilo Santana, da Educação, após uma reunião emergencial no Palácio do Planalto deles com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Além de divulgar essas ações emergenciais, governo federal também criou um grupo interministerial para formular outras medidas de enfrentamento a essa crise. O grupo reúne pastas como Educação, Justiça, Saúde, Direitos Humanos, Cultura e Esporte."

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MBL ESPALHA FASCISMO


E foi assim que tudo começou: com o MBL invadindo escolas para intimidar professores,
ensinando jovens e crianças a odiarem professores e o ambiente escolar. Fernando Holiday visitou duas escolas públicas da periferia da cidade para fiscalizar o conteúdo dado aos alunos e destratou, ofendeu humilhou professores depois espalhou nas redes sociais. O bolsonarismo ensinou a odiar a escola, a universidade e desrespeitar os professores. E também a resolver os conflitos na bala, no facão, na machadinha, na violência.  Para evitar a violência é preciso reconstruir o senso de comunidade destruído pelo bolsonarismo, porque essa é a forma de evitar a cooptação dos adolescentes e a radicalização por grupos fascistas e radicais de extrema direita nas redes sociais. Esses grupos radicais atuam há anos nos Estados Unidos e foram exportados para o mundo. No Brasil os bolsopatas adoradores dos EUA copiam tudo.

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A VIOLÊNCIA EXIBIDA COMO ALGO NORMAL

MAIS VIOLÊNCIA BANALIZADA
*
O BRASIL COM MEDO

O medo é o sentimento mais presente na vida do brasileiro, desde o momento em que passamos a ter certeza de que a violência foi banalizada como arma política.

Em setembro do ano passado, pouco antes da eleição, o Datafolha constatou que 67,5% das pessoas ouvidas tinham medo de sofrer agressões.

Não era medo da agressão por violência cotidiana. O brasileiro dizia temer uma agressão específica, o ataque por motivação política.

Os mesários das eleições trabalharam com medo. O país todo se preparou para ações violentas nas seções eleitorais.

E a violência foi sendo praticada no dia a dia, com mortes provocadas também por questões políticas, até se manifestar com força, como ação coletiva de uma aparente irracionalidade, no 8 de janeiro da invasão a Brasília.

Hoje, sentimos medo dos terroristas que vandalizaram Planalto, Supremo e Congresso e já voltaram para casa.

Sentimos medo nas ruas e dentro de casa diante da possibilidade real de vivermos de novo sob uma ditadura.

Temos medo da prisão arbitrária, da tortura, da perseguição, da cassação de mandatos, dos expurgos nas universidades. Temos de novo medo da morte por represália política.

Mas tudo isso não passou com a eleição em que o fascismo foi derrotado? Não passou.

Até porque o fascismo sofreu apenas uma derrota parcial. Fundamentalistas têm no Congresso bancadas que não tiveram nem na ditadura.

O Brasil teme congressistas que já apresentaram, só este ano, mais de 70 projetos de lei contra a população trans.

Há propostas na Câmara para impedir o acesso de crianças e adolescentes trans a procedimentos médicos, como o uso de bloqueadores de puberdade e hormônios.

Os brasileiros tem em a agressividade política dos vizinhos. Temem familiares com os quais convivem e que usam armas, fazem tiro ao alvo e odeiam negros, pessoas LGBTQI+, indígenas.

O brasileiro tem medo de todas as formas de manifestação do fascismo, por considerar a hipótese de que em algum momento as instituições da democracia podem perder o controle da situação.

E o disseminador desse medo está de volta. O líder das estruturas de propagação de ódio, violência, armamentismo, discriminações e racismo, esse sujeito voltou.

O chefe as milícias digitais, das fábricas de fake news, das difamações e a das ameaças de morte está de volta.

O homem que anunciou, antes mesmo de ser eleito em 2018, que mataria os inimigos na ponta da praia. O sujeito sem escrúpulos que admitiu, já no governo, que sentia atração sexual por crianças.

Ele está de volta como aposta não só da extrema direita, mas de setores ditos liberais. O jornal Folha de S. Paulo considera o chefe do ódio o líder em potencial da direita brasileira, e não só dos extremistas.

Por isso o medo que parecia ter sido afastado para longe está por perto de novo. O imprevisível, o imponderável, o que parece improvável, tudo se mistura para reformar o cenário do terror.

Porque vem aí, em substituição à pauta da caçada aos corruptos, a guerra aos diferentes. Será a intensificação do que chamam genericamente de pauta de costumes.

Um jovem de apenas 26 anos é o encarregado de dizer o que nem a família Bolsonaro diz. O deputado mineiro Nikolas Ferreira é o porta-voz do ataque a gays, trans e a todos os que, na versão bolsonarista, ameaçam a família dita tradicional.

Esse agora é o medo mais presente, o do incentivo à perseguição de pessoas LGBTQI+, para que a pauta da falsa moral prevaleça entre os que se consideram mais normais do que os outros.

E todas as famílias têm gays, ou tem comunistas, ou têm negros ou conexões com amigos, colegas e vizinhos negros. As famílias têm diferentes que serão ainda mais caçados pelo bolsonarismo.

Já matam mulheres, gays e travestis cotidianamente, como parte da nossa realidade pré-Bolsonaro. O bolsonarismo faz o ataque oficial e institucionaliza e normaliza a agressão aos diferentes.

É o medo que volta para o Brasil junto com o sujeito que ficou acampado em Orlando durante 89 dias.

O medo até de ver o ministro Alexandre de Moraes sem forças para enfrentar quase sozinho a ira de Bolsonaro, dos filhos dele, dos milicianos.

Medo de ver que as reações ao fascismo estão sempre aquém das agressões que o fascismo perpetra.

O medo de não reagir e de ficar na dependência da capacidade de discernimento e de reação dos outros. Mas que outros são esses?

O fascismo ainda nos cerca e nos faz desconfiar até da nossa capacidade de enfrentar nossos próprios medos.

MOISÉS MENDES

INDIFERENTE MAS PROMOVENDO A MORTE
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