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sábado, 15 de julho de 2023

59º CONGRESSO DA UNE * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

59º CONGRESSO DA UNE
NOTA DA JCR

No contexto atual, de ataque ideológico do nazifascismo em escala mundial, com aprofundamento de todas as contradições do capitalismo, a UNE - União Nacional dos Estudante, realiza o seu 59º CONGRESSO promovendo a maior despolitização já vista no seio do estudantado brasileiro. Chega a ser inacreditável que esse aglomerado de gente fantasiada de estudante seja realmente estudante, porque nunca sofremos tantos ataques à educação neste pais como atualmente com tamanha indiferença. E, entregar documento nas mãos de presidente da república nunca foi sinônimo de combatividade. Ou seja, capitulação campea!



"CARTA REIVINDICAÇÃO

Boa Noite, Presidente Lula! 

Aqui estamos, estudantes de todos os cantos do Brasil, no 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes, para dizer que resistimos a um dos períodos mais difíceis da nossa história. A sua presença, presidente, é a demonstração concreta de que a luta dos estudantes na defesa da democracia deu certo, que derrotamos o projeto que pretendia combater nossas liberdades democráticas, sabendo que ainda temos muitos desafios, na reconstrução do Brasil e na união de brasileiras e brasileiros e no combate à extrema-direita, à desinformação e ao ódio propagado por aqueles que não querem ver nosso povo de pé e feliz. 

Presidente, nos últimos anos, nós jovens, estudantes e trabalhadores, fomos uns dos principais alvos de uma política nefasta que a todo momento tentou nos matar. Tivemos um grande retrocesso na política de geração de empregos, nossas perspectivas do sonho do ensino superior foram testadas a todo momento, mas resistimos. 

Não é a primeira vez que a universidade vira alvo dos que ameaçam a democracia brasileira. Dessa vez, sufocar o orçamento e caluniar nossas instituições foram arma. Vimos as universidades públicas agonizando, com cortes consecutivos no orçamento, uma tentativa atrás da outra de privatizá-las, o não pagamento de bolsas a milhares de estudantes, além de uma tentativa diária de desmoralização das nossas instituições perante a sociedade brasileira, falando que só servimos para a “balbúrdia”. 

Mas resistimos! Em maio de 2019 o primeiro setor da sociedade a se levantar foram os estudantes, ocupando as ruas com o Tsunami da Educação, momento em que milhões de jovens em mais de 300 cidades de todo o Brasil se mobilizaram para defender a educação. Foram essas as maiores jornadas de enfrentamento a Bolsonaro e sua política de destruição e hoje estamos mais fortes para dizer que o orçamento da educação deve ser prioridade. 

Mesmo em meio a tantos ataques e a uma pandemia jamais vivenciada por nossa geração, fomos nós estudantes que continuamos a pensar no futuro do Brasil. Voltamos às ruas por "Vida, Pão, Vacina e Educação", fomos linha de frente na campanha "Fora Bolsonaro". E não paramos por aí: permanecemos no desenvolvimento de muita pesquisa, inovação e extensão, auxiliamos na vacinação,

arrecadamos toneladas de alimentos para doar a estudantes e famílias com vulnerabilidade socioeconômica, e acima de tudo, sobrevivemos. Ao mesmo passo, vimos muitos dos nossos, Presidente, abandonarem o sonho de se formar no ensino superior. A realidade amarga que a economia do Brasil passou nos últimos anos, impactou diretamente em nossa permanência na universidade. Dezenas de restaurantes universitários aumentaram seus valores, colocando a segurança alimentar de muitos estudantes em risco; a diminuição no número de bolsas e seus valores ainda insuficientes; a falta de moradias estudantis em diversos campi e a falta de acesso às tecnologias de informação dificultou muito a produção científica do Brasil, visto que nossas universidades produzem mais de 90% da nossa tecnologia e inovação. O desemprego gerado pela crise e pela pandemia, também deixou sua marca. Muitos se endividaram e não conseguiram pagar o FIES, o ProUni foi desmontado e ambos os programas perderam parte de sua identidade, que era proporcionar ao povo brasileiro o ingresso ao ensino superior; ao mesmo passo que sem uma regulamentação do ensino privado, diversas redes ampliaram seu monopólio, suas mensalidades e cláusulas abusivas, levando muitos a desistirem do sonho do ensino superior por terem que escolher entre botar a comida na mesa ou pagar a faculdade. Por isso, Presidente, nós tínhamos certeza que a luta pela democracia também iria salvar as universidades brasileiras e a educação. 

Nos últimos anos a perseguição à autonomia universitária e à liberdade de cátedra também aumentaram. Oriundos dos mesmos ataques que aprisionaram injustamente ao sr., Presidente, professores tiveram suas pesquisas ameaçadas, muitos tiveram que deixar o país com medo da violência política que assombrava nos assombrava. O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Cancellier, foi preso injustamente e de forma prematura nos abandonou fruto deste ambiente. 

Agora presidente, nós, estudantes brasileiros, queremos esperançar. Entendemos que a mesma universidade que enfrentou a pandemia, agora deve ser mobilizada para ajudar a combater a fome, o analfabetismo e a miséria. Acreditamos que para combater as desigualdades, é necessário ir mais a fundo no combate aos grandes bilionários que lucram no momento em que nosso povo mais sofreu. Queremos discutir uma Reforma Universitária capaz de colocar a universidade brasileira nos rumos da emancipação do nosso povo.

Queremos que em um curto período possamos garantir que o Programa Nacional de Assistência Estudantil se torne lei, com orçamento próprio que atenda as demandas estudantis. Queremos a retomada das obras paradas nas universidades e reformas estruturais nos nossos laboratórios, que em muitos casos ainda carregam a marca do desmonte sofrido nos últimos anos, com equipamentos quebrados e sem manutenção. Também queremos pôr fim na falta de qualidade dos serviços prestados nas universidades, muitos deles gerados pelo déficit de profissionais concursados ou pela terceirização desses postos de trabalho, que precarizam não só o ensino, a pesquisa e a extensão, mas também prejudicam a vida dos trabalhadores. Para que esses problemas sejam solucionados, não podem existir políticas orçamentárias que restrinjam a ampliação de investimento público em áreas sociais. 

Exigimos o respeito à autonomia e à democracia nas nossas instituições, por isso, queremos eleição direta para reitores e que reitores eleitos sejam empossados, bem como a paridade entre estudantes, docentes e técnicos-administrativos nas eleições e conselhos colegiados. Para concretizar esses sonhos será necessário um forte investimento nas universidades públicas e na educação. Para isso é preciso pôr fim à lógica orçamentária que escoa quase metade das riquezas nacionais ao capital financeiro. 

Lutaremos diariamente pela permanência e ampliação da Lei de Cotas, com a garantia automática de assistência estudantil para conseguirmos não só entrar, mas também permanecer na universidade. É preciso avançar cada vez mais na popularização da universidade, para que ela expresse a diversidade presente em nossa sociedade, a implementação das Cotas Trans e vestibular indígena são passos decisivos nessa direção. 

Queremos, Presidente, o fim da obrigatoriedade dos 40% de Ensino a Distância para cursos presenciais, e com isso a regulamentação do ensino privado no Brasil, com garantias de qualidade e proibição de capital estrangeiro na educação brasileira, garantindo a nossa soberania. Não podemos mais ficar nas mãos dos grandes tubarões do ensino. 

Também sabemos que o modelo de escola atual não nos cabe mais, mas a reforma imposta por governos anteriores também não. Queremos a revogação imediata da reforma do ensino médio, e junto a isso um projeto de uma nova escola,

superando esse modelo de ensino médio que não atende mais às nossas perspectivas. 

Por fim, presidente Lula, temos a certeza de que no próximo período a União Nacional dos Estudantes continuará firme na guarda da democracia, na luta contra o fascismo, na defesa da educação, do direito dos estudantes e da amazônia, e na construção cotidiana de um Brasil mais justo, soberano e desenvolvido, pois isso está em nosso DNA. 


Conte, Presidente, com a mobilização dos estudantes brasileiros para garantir a implementação do programa eleito democraticamente nas urnas em outubro de 2022. É ocupando as ruas e as universidades que poderemos melhor contribuir com a transformação de nosso país."
*
Se tivesse juízo, ia viver minha vida com a Janja
 diz Lula

quinta-feira, 6 de abril de 2023

INDIFERENÇA TAMBÉM MATA * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

INDIFERENÇA TAMBÉM MATA

JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA / JCR

A violência não se propaga sozinha. Ela não decide ser violência. Ela nasce de ações credenciadas pela sociedade, que são propagadas como norma, como coisa normal, ou algo necessário, que precisa e deve ser feito. Observem que ela exige um protagonista, um ícone, seja uma pessoa ou um símbolo, que vão funcionar como dispositivo transmissor da mensagem violenta. Exemplo são os filmes de ação, a suástica nazista, os atletas vitoriosos etc. Tudo que seja entendido como virtuoso serve de agente propagador. Nesse contexto, a "promoção" que a mídia fez de Bolsonaro obedeceu a esses princípios, uma vez que o objetivo era fascistizar a sociedade e colocá-la de joelhos ante o seu algoz: os interesses mais mesquinhos que o capitalismo produz, ou seja o neoliberalismo implementado pela onda imperialista ocidental, que já vimos aonde chegou, causando um apocalipse na Ucrânia.

Por isso, o linchamento promovido contra tudo que seja entendido como ESQUERDA, às custas do anticomunismo mais esdrúxulo já vista na história humana, dando sequência à campanha midiática norteamericana de combate ao terrorismo.

Daí, a prisão de Lula, a desgraça promovida contra o Brasil através da LAVAJATO, a transformação de Sérgio Moro em superman da justiça, o silêncio ante todas as injustiças ocorridas nesses últimos quatro anos no Brasil, além é claro, do tratamento meramente "factual" das grandes calamidades, como fez com o genocídio da covid-19 em que Bolsonaro fez papel de "Zé Gotinha" da cloroquina e deu gargalhadas cinematográficas com a morte de 700 mil brasileiros.

AGORA, E SÓ AGORA,

sobre os cadáveres de 4 inocentes, me aparece a Rede Globo propagando a sua mais irracional indiferença, com a desculpa de CONTER O EFEITO CONTÁGIO

 PAULO HENRIQUE AMORIM DENUNCIA

A PRISÃO DE LULA, O SEU ENCARCERAMENTO E A CONDENAÇÃO SEM NENHUMA PROVA, TUDO FEITO COMO ALGO PERFEITAMENTE NORMAL.
Hordas de criminosos tomam a mídia, como se fossem gente de bem, que é como se denominam.
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AÇÕES EMERGENCIAIS RESOLVEM?

"LULA ANUNCIA 150 MILHÕES PARA REFORÇAR AS PATRULHAS ESCOLARES EM TODO PAÍS POR RONDAS POLICIAIS E GUARDAS MUNICIPAIS
FALA DO MINISTRO FLÁVIO DINO

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou na tarde desta quarta-feira (5/4), que o presidente Lula vai disponibilizar uma verba de R$ 150 milhões a estados e municípios para o fortalecimento de rondas policiais escolares e guardas municipais. A medida é a primeira resposta efetiva do Executivo federal ao enfrentamento à onda de violência e ataques em escolas e creches


A verba, segundo Dino, será disponibilizada via edital e a ação será financiada pelo Fundo Nacional de Segurança Pública. O oferecimento desse montante foi anunciado por ministros como Dino e Camilo Santana, da Educação, após uma reunião emergencial no Palácio do Planalto deles com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Além de divulgar essas ações emergenciais, governo federal também criou um grupo interministerial para formular outras medidas de enfrentamento a essa crise. O grupo reúne pastas como Educação, Justiça, Saúde, Direitos Humanos, Cultura e Esporte."

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MBL ESPALHA FASCISMO


E foi assim que tudo começou: com o MBL invadindo escolas para intimidar professores,
ensinando jovens e crianças a odiarem professores e o ambiente escolar. Fernando Holiday visitou duas escolas públicas da periferia da cidade para fiscalizar o conteúdo dado aos alunos e destratou, ofendeu humilhou professores depois espalhou nas redes sociais. O bolsonarismo ensinou a odiar a escola, a universidade e desrespeitar os professores. E também a resolver os conflitos na bala, no facão, na machadinha, na violência.  Para evitar a violência é preciso reconstruir o senso de comunidade destruído pelo bolsonarismo, porque essa é a forma de evitar a cooptação dos adolescentes e a radicalização por grupos fascistas e radicais de extrema direita nas redes sociais. Esses grupos radicais atuam há anos nos Estados Unidos e foram exportados para o mundo. No Brasil os bolsopatas adoradores dos EUA copiam tudo.

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A VIOLÊNCIA EXIBIDA COMO ALGO NORMAL

MAIS VIOLÊNCIA BANALIZADA
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O BRASIL COM MEDO

O medo é o sentimento mais presente na vida do brasileiro, desde o momento em que passamos a ter certeza de que a violência foi banalizada como arma política.

Em setembro do ano passado, pouco antes da eleição, o Datafolha constatou que 67,5% das pessoas ouvidas tinham medo de sofrer agressões.

Não era medo da agressão por violência cotidiana. O brasileiro dizia temer uma agressão específica, o ataque por motivação política.

Os mesários das eleições trabalharam com medo. O país todo se preparou para ações violentas nas seções eleitorais.

E a violência foi sendo praticada no dia a dia, com mortes provocadas também por questões políticas, até se manifestar com força, como ação coletiva de uma aparente irracionalidade, no 8 de janeiro da invasão a Brasília.

Hoje, sentimos medo dos terroristas que vandalizaram Planalto, Supremo e Congresso e já voltaram para casa.

Sentimos medo nas ruas e dentro de casa diante da possibilidade real de vivermos de novo sob uma ditadura.

Temos medo da prisão arbitrária, da tortura, da perseguição, da cassação de mandatos, dos expurgos nas universidades. Temos de novo medo da morte por represália política.

Mas tudo isso não passou com a eleição em que o fascismo foi derrotado? Não passou.

Até porque o fascismo sofreu apenas uma derrota parcial. Fundamentalistas têm no Congresso bancadas que não tiveram nem na ditadura.

O Brasil teme congressistas que já apresentaram, só este ano, mais de 70 projetos de lei contra a população trans.

Há propostas na Câmara para impedir o acesso de crianças e adolescentes trans a procedimentos médicos, como o uso de bloqueadores de puberdade e hormônios.

Os brasileiros tem em a agressividade política dos vizinhos. Temem familiares com os quais convivem e que usam armas, fazem tiro ao alvo e odeiam negros, pessoas LGBTQI+, indígenas.

O brasileiro tem medo de todas as formas de manifestação do fascismo, por considerar a hipótese de que em algum momento as instituições da democracia podem perder o controle da situação.

E o disseminador desse medo está de volta. O líder das estruturas de propagação de ódio, violência, armamentismo, discriminações e racismo, esse sujeito voltou.

O chefe as milícias digitais, das fábricas de fake news, das difamações e a das ameaças de morte está de volta.

O homem que anunciou, antes mesmo de ser eleito em 2018, que mataria os inimigos na ponta da praia. O sujeito sem escrúpulos que admitiu, já no governo, que sentia atração sexual por crianças.

Ele está de volta como aposta não só da extrema direita, mas de setores ditos liberais. O jornal Folha de S. Paulo considera o chefe do ódio o líder em potencial da direita brasileira, e não só dos extremistas.

Por isso o medo que parecia ter sido afastado para longe está por perto de novo. O imprevisível, o imponderável, o que parece improvável, tudo se mistura para reformar o cenário do terror.

Porque vem aí, em substituição à pauta da caçada aos corruptos, a guerra aos diferentes. Será a intensificação do que chamam genericamente de pauta de costumes.

Um jovem de apenas 26 anos é o encarregado de dizer o que nem a família Bolsonaro diz. O deputado mineiro Nikolas Ferreira é o porta-voz do ataque a gays, trans e a todos os que, na versão bolsonarista, ameaçam a família dita tradicional.

Esse agora é o medo mais presente, o do incentivo à perseguição de pessoas LGBTQI+, para que a pauta da falsa moral prevaleça entre os que se consideram mais normais do que os outros.

E todas as famílias têm gays, ou tem comunistas, ou têm negros ou conexões com amigos, colegas e vizinhos negros. As famílias têm diferentes que serão ainda mais caçados pelo bolsonarismo.

Já matam mulheres, gays e travestis cotidianamente, como parte da nossa realidade pré-Bolsonaro. O bolsonarismo faz o ataque oficial e institucionaliza e normaliza a agressão aos diferentes.

É o medo que volta para o Brasil junto com o sujeito que ficou acampado em Orlando durante 89 dias.

O medo até de ver o ministro Alexandre de Moraes sem forças para enfrentar quase sozinho a ira de Bolsonaro, dos filhos dele, dos milicianos.

Medo de ver que as reações ao fascismo estão sempre aquém das agressões que o fascismo perpetra.

O medo de não reagir e de ficar na dependência da capacidade de discernimento e de reação dos outros. Mas que outros são esses?

O fascismo ainda nos cerca e nos faz desconfiar até da nossa capacidade de enfrentar nossos próprios medos.

MOISÉS MENDES

INDIFERENTE MAS PROMOVENDO A MORTE
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