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terça-feira, 18 de abril de 2023

TWITTER É UMA INCUBADORA DE MASSACRES EM ESCOLAS * João Filho/The Intercept

 TWITTER É UMA INCUBADORA DE MASSACRES EM ESCOLAS


Rede social de Elon Musk chegou a negar um pedido do governo brasileiro para remover conteúdos que celebram ataques no país.


https://www.intercept.com.br/2023/04/15/twitter-e-uma-incubadora-de-massacres-em-escolas/

Por João Filho, em 15/04/2023, no The Intercept Brasil


NAS ÚLTIMAS SEMANAS, escolas no Brasil país foram invadidas por alunos armados dispostos a matar professores e outros alunos. O primeiro ataque mais recente aconteceu em São Paulo, quando um adolescente matou uma professora a facadas e feriu outras cinco pessoas. A partir daí, uma série de outros eventos semelhantes pipocaram pelo país, criando uma onda de pânico entre alunos, pais e professores.


O vale-tudo das redes sociais fez com que elas virassem incubadoras de novos ataques. Textos, fotos e vídeos celebrando os acontecimentos e glorificando seus autores circulam livremente. O adolescente responsável pelo primeiro ataque deste ano, por exemplo, adotou em seu perfil no Twitter o mesmo sobrenome do autor do massacre de Suzano para homenageá-lo. Ataques inspiram novos e o efeito bola de neve se torna inevitável, como vimos nas últimas semanas.


Para tentar conter essa crise, o ministro da Justiça, Flávio Dino, se reuniu com as redes sociais para pedir a remoção de conteúdos violentos que inspiram novos massacres. O Twitter foi a única empresa a se recusar a retirar as postagens do ar. A justificativa não poderia ser mais estapafúrdia : esse tipo de conteúdo não fere os termos de uso da empresa.


Essa afronta ao pedido do governo está escorada na estúpida defesa da liberdade de expressão ilimitada. Ao defender que essas práticas criminosas não violam seus termos de uso, o Twitter admite, ainda que indiretamente, que está acima das leis. A liberdade de expressão é um valor sagrado para as democracias, mas de uns anos pra cá alguns imbecis passaram a confundi-la com liberdade para cometer crimes. A recusa do Twitter em apagar conteúdos que propagam massacres levou a tara pela liberdade de expressão absoluta ao fundo do poço moral. Não dá pra descer mais que isso.


O ministro saiu da reunião disposto a pedir a derrubada do Twitter. A empresa, então, decidiu recuar e removeu os 511 perfis indicados pelo governo que fazem apologia dos ataques nas  escolas. Na quarta, o Ministério da Justiça editou uma portaria para regulamentar a ação das redes sociais em relação à publicação de conteúdos violentos. A medida prevê sanções contra as empresas que se omitirem, incluindo até mesmo a suspensão de suas atividades no país.


A recusa do Twitter em apagar conteúdos que propagam massacres levou a tara pela liberdade de expressão absoluta ao fundo do poço moral.


Os guerreirinhos da liberdade de expressão de sempre passaram a gritar contra a medida. No dia seguinte à criação da portaria, deputados federais do partido Novo apresentaram um projeto para suspendê-la. O partido tem defendido as Big Techs em todas as oportunidades. Junto do PL, partido de Bolsonaro, o Novo está na linha de frente do combate ao PL das Fake News, que visa responsabilizar civilmente as plataformas que se omitirem diante de mentiras que propaguem incitação a crimes. Os partidos de extrema direita defendem o vale-tudo nas redes usando a defesa da liberdade de expressão como escudo.


Não foi à toa que o governo de Bolsonaro comemorou a compra do Twitter por Elon Musk. O bilionário é um agente da extrema direita internacional que defende abertamente golpes de estado. “Vamos golpear quem quisermos. Lide com isso!”, disse ele em resposta a um tweet que apontava uma possível participação dos EUA no último golpe na Bolívia. Assim como bolsonaristas, Musk defende a liberdade de expressão irrestrita, mas ataca a imprensa quando é questionado e remove conteúdos que lhe desagradam. Nesta semana, após a recusa do Twitter em ajudar o governo, a hashtag “Twitter apoia massacres” chegou a ficar entre os assuntos mais comentados, mas foi retirada do ar rapidamente. Ou seja, a empresa faz corpo mole para retirar conteúdos que propagam violência nas escolas, mas age com eficiência para retirar conteúdos críticos à ela. A liberdade de expressão da extrema direita é irrestrita, pero no mucho.


A gritaria em torno da portaria do governo não faz sentido. Ela é fruto de uma emergência e está delimitada a combater conteúdos que anunciam os ataques às escolas, glorificam os autores desses massacres e espalham boatos sobre novos ataques. O intuito do governo é conter a epidemia de ataques e o pânico nas escolas. A medida é bem específica e não há nada nela que interfira na liberdade de expressão do cidadão comum.


Os partidos de extrema direita defendem o vale-tudo nas redes usando a defesa da liberdade de expressão como escudo.


Na Alemanha, o Twitter está sendo processado pelo governo por se omitir em relação aos crimes da extrema direita. A empresa se recusou a remover conteúdos que promovem discursos racistas, antissemitas, apologia ao nazismo e ameaças de ataques. Segundo o ministro da Justiça alemão, conteúdos ilegais publicados no Twitter não foram excluídos dentro dos prazos estipulados pela lei. “A internet não é um vácuo legal”, afirmou o ministro ao justificar a multa que pode chegar a R$ 273 milhões.


Esse enfrentamento dos países às empresas irresponsáveis é um bom sinal. Já passou da hora dos governos comprometidos com a democracia começarem a enfrentar as Big Techs.


https://www.intercept.com.br/2023/04/15/twitter-e-uma-incubadora-de-massacres-em-escolas/

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MERENDA ESCOLAR



segunda-feira, 17 de abril de 2023

20.04 SOS COMUNIDADE ESCOLAR * Juventude Comunista Revolucionária/JCR

 20.04 SOS COMUNIDADE ESCOLAR


Que tal partir da gente, como pais, um dia de compaixão, amor e gratidão nas escolas do Brasil? E que tal o dia 20 de abril, próxima quinta-feira? 


Cada criança leva uma flor, um bombom, um cartão, um abraço para ser distribuído entre professores, colegas, coordenação, direção, toda a equipe de limpeza.


Precisamos mudar o foco para um movimento positivo e construtivo. Vamos produzir momentos para compartilhar o bem, dentro e fora do colégio. Cada um compartilha aí uma frase pelo que é grato dentro do ambiente escolar. Lembre-se da época em que era criança, adolescente dentro de uma instituição de ensino.


Vamos viralizar esse post e também o sentimento de compaixão!

Dia 20.04.2023, próxima quinta, compartilhe o bem dentro e fora do colégio!

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Ataques nas escolas: como abordar o assunto com as crianças

A psicóloga e autora do livro “Socorro, tenho filhos” Carol Bitar dá orientações de como conversar com as crianças diante das ameaças de violência ...
14/04/2023 12h20Atualizada há 3 dias
Por: RedaçãoFonte: Agência Dino


Acontecimentos recentes de ataques e ameaças em escolas têm deixado muitos pais e profissionais da educação bastante apavorados. E apesar de medidas preventivas estarem sendo adotadas em inúmeras instituições de ensino, muitos pais estão se sentindo inseguros e sem saber como abordar esse tema com os próprios filhos.

Episódios de violência ou tragédias são assuntos difíceis de serem abordados com crianças, podem também causar ansiedade e medo nos filhos de permanecerem nas escolas que deveriam ser consideradas ambiente seguro para eles.

Carol Bitar, psicóloga e também autora do livro “Socorro, tenho filhos”, explica que o medo e a ansiedade são emoções naturais e importantes para nossa sobrevivência, porém quando são sentidas de maneira intensa e frequente podem gerar inúmeros prejuízos, inclusive o adoecimento mental na própria infância.

“Em razão desses trágicos episódios de violência em escolas, precisamos ter muito cuidado de como vamos orientar nossos filhos sem criar pânico e receio de permanecer nas instituições de ensino, para que este ambiente continue sendo um lugar saudável e acolhedor.”

Falar ou não sobre os ataques?

Segundo Carol, vai depender da idade e perfil da criança, e ela diz: “Primeiro temos que avaliar qual o objetivo de transmitir essa notícia para criança. É para alertar? Para ensinar estratégias de proteção em situações de risco? Não precisamos compartilhar notícias de violência sem ter uma real finalidade, isso pode gerar medo intenso nas crianças e quebrar a confiança de que a escola é um lugar seguro de ficar.”

A psicóloga destaca que crianças a partir dos 4 anos já começam a entender alguns acontecimentos, então é interessante os pais ficarem atentos se elas já tiveram acesso a algum conteúdo de notícias a respeito dos casos. Se sim, é interessante conversar com seu filho e entender o que a criança compreendeu sobre o fato, o que ele está pensando sobre isso, como ele está se sentindo e em seguida acalmá-lo para não gerar pânico ou emoções mais intensas.

E o cuidado tem que ser mais ainda se a criança já apresenta algum nível maior de ansiedade.

“Fale como você percebe a situação, que apesar de também ter ficado triste e com medo, você e a escola estarão sempre ali para protegê-lo e manter o local mais seguro possível. Que a escola continua sendo um lugar de proteção e cuidado. É importante também frisar para criança que no mundo apesar de ter algumas pessoas más, temos muito mais pessoas boas dispostas a fazer o bem.”

E quando a criança apresentar muito medo?

A especialista explica que é preciso muito acolhimento com a criança.

“Devemos validar o que a criança está sentindo, nunca menosprezar suas emoções e pensamentos, mas ao mesmo tempo tranquilizá-las com exemplos concretos de segurança, mostrando para ela que existem portões, que os adultos estão ali para protegê-las, e mais que nunca todos estão atentos.”

Caso esse medo prolongue ou a criança comece a apresentar comportamentos ansiosos como: choro frequente, dores de barriga ou cabeça, verbalização que está com muito medo, muita agitação, são alguns sinais de alerta para procurar um psicólogo para investigar e ajudá-lo nesse processo.

Informação de segurança

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o disque 100 receberá também denúncias de ataques em escolas. Para isso o denunciante precisa informar o local e informações sobre o suspeito. (https://www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura)
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