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sábado, 27 de junho de 2026

RIO DAS PEDRAS SEM AULAS GRAÇAS À GUERRA DO CRIME * SEPE RJ

RIO DAS PEDRAS SEM AULAS GRAÇAS À GUERRA DO CRIME
Há mais de uma semana, os moradores da região de Rio das Pedras e dasdemais áreas do entorno desta favela em Jacarepaguá vivem
sobressaltados com os sucessivos confrontos diários entre quadrilhas
de traficantes e de milicianos pelo controle de uma das maiores
favelas da cidade. O confronto desnuda toda a incompetência da
prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Educação
para garantir a segurança das comunidades escolares e as pressões
sofridas pelas direções das escolas para manterem suas unidades
abertas mesmo com risco de vida real para professores, funcionários e
crianças.


A Regional VI do Sepe tem recebido uma série de denúncias e apelos
desesperados de profissionais de Educação e de membros de comunidades
escolares da região, relatando que as crianças não conseguem chegar às
escolas por causa das ameaças de tiroteio entre os bandos e das
operações policiais enviadas para tentar, em vão, conter os conflitos.


Os profissionais de Educação reclamam da falta de um protocolo mais
específico da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ) a respeito do
fechamento das unidades escolares em caso de ocorrência de confrontos
entre bandidos ou de operações policiais que envolvam tiroteios.


O clima de terror faz com que moradores, profissionais e alunos das
escolas vivam sem saber quando vai acontecer o próximo confronto, seja
com traficantes e milicianos ou das operações policiais numa vã
tentativa de controlar a situação.


Com isso, há prejuízo pedagógico para os alunos que não conseguem
chegar nas escolas e, quando chegam, têm o dia a dia prejudicado pelos
tiroteios e constantes ameaças de invasão. Os profissionais destas
unidades localizadas nestes locais ficam sem saber o que fazer em meio
às ordens desencontradas partidas da Prefeitura, SME ou das CREs, que
não definem o protocolo de fechamento por causa dos riscos e, pior
ainda, ficam pressionando as direções a manterem as portas abertas
utilizando a vida da categoria e das crianças de forma política e
eleitoreira.